Sexta-feira, 15.08.08

USA europeu

O Boing Boing hoje relata uma situação que vale ao Reino Unido o título «Estados Unidos da América, versão europeia». Conta Cory Doctorow, via Cambridge News Online, que uns polícias ingleses apreenderam um jogo satírico sobre a «guerra ao terrorismo» porque a máscara que continha poderia ser usada em actos criminosos.

A polícia britânica parece estar muito à frente do seu tempo, pois parece conseguir prever que uma máscara de um jogo vai ser usada num qualquer acto ilegal. Quase parece o filme Minority Report.

publicado por brunomiguel às 19:48 | link do post | comentar
Sábado, 02.08.08

GNU/Linux pré-instalado em crescente no Reino Unido

No Reino Unido, a popularidade do sistema GNU/Linux parece estar em altas, e tudo graças à última versão do sistema operativo da Microsoft.

De acordo com o CrunchGear, desde o lançamento do Microsoft Windows Vista (a.k.a Windows Millenium 2.0), as vendas de computadores com GNU/Linux pré-instalado multiplicaram 28 vezes. Pode parecer muito, mas na realidade corresponde apenas 2.8% do total. Ainda assim, uma passagem de 0.1% para 2.8% consegue ser significativa.

Provavelmente isto deve-se mais a razões económicas e insatisfação com os sistemas da Microsoft que a uma consciencialização dos problemas éticos e morais do software proprietário. Mesmo assim, é um indicador positivo da popularização crescente dos sistemas livres e um primeiro passo dado por muitos utilizadores para a compreensão da filosofia do software livre.

publicado por brunomiguel às 00:30 | link do post | comentar
Quinta-feira, 24.07.08

ISPs britânicos vão notificar utilizadores que partilhem ilegalmente ficheiros online

No Reino Unido, a British Phonographic Industry e a Music Publishers' Association tentaram que os principais ISPs deste país monitorizassem  os seus utilizadores e aplicassem uma solução semelhante àquela que Denis Olivennes em França, em Novembro passado. Felizmente para os ingleses, eles não cederam.

Infelizmente, também não se mantiveram totalmente firmes e vão, num período experimental de três meses, notificar os utilizadores suspeitos de uploads e download ilegais das suas acções e dos potenciais riscos legais que elas poderão acarretar. Se as alegadas infracções continuarem, serão implementadas medidas técnicas ainda não divulgadas, mas que deverão passar por traffic-shapping e "barramento" da utilização das redes de partilha de ficheiros - que, recorde-se, também têm uma utilização legítima.

Tirando o facto de ser brutalmente irritante saber que se está admitidamente a ser sempre monitorizado e que essa monitorização constante é, pelo menos para mim, uma grande violação de privacidade, esta opção dos ISPs, à primeira vista, não parece muito má como poderia ter sido. Pelo menos os dados dos utilizadores não deverão ser revelados e o download de software livre através de redes P2P, de acordo com o Miguel Caetano, não vai ser considerado uma actividade ilegal.

A British Phonographic Industry diz que o download ilegal de conteúdos causa prejuízos anuais de vários milhões de libras. Mas levanta-se a questão: quantas pessoas que descarregam as músicas e os filmes adquiririam legalmente o CD ou DVD se não o podessem descarregar? Provavelmente não muitas. Existe, contudo, uma muito pequena minoria que vai obter lucro com estes conteúdos conseguidos ilegalmente e isso eu condeno totalmente. O mesmo não posso dizer o mesmo de alguém que descarrega um álbum que de outra forma não ouviria - e talvez, por não o ouvir, não teria motivos para ir aos concertos do artista ou banda em causa.

via Sapo Tek e Remixtures

Sexta-feira, 13.06.08

Policia britânica processada por ter música a tocar nas esquadras

No que toca a leis ridículas e à perseguição desenfreada da ameaça sombra que só existe na própria cabeça, poucas diferenças há entre os Estados Unidos e o Reino Unido. Bem, eles são farinha do mesmo saco, ou não tivesse os Estados Unidos sido uma colónia britânica.
Por isso, não é de admirar que a Performing Rights Society (PRS) tenha acusado a polícia de Lancashire de infracção dos direitos de autor, por ter, sem licença, música a tocar na esquadra, ginásios, apresentações, festas e no serviço de espera de chamadas. Esta associação afirma que (atenção, vem aí uma das maiores idiotices de que há memória. sentem-se, porque poderão cair no chão, de tanto rir) toda a música que seja audível por outros equivale a uma actuação pública, o que obriga ao pagamento de uma licença.
Esta não é a primeira - e dificilmente será a última - esquadra a ser alvo das acusações da PRS. Um pouco por todo o Reino Unido, várias esquadras têm cedido às acusações (chantagem?!) desta associação e têm pago os royalties que advêm dos outros ouvirem a música que só nós deviamos poder ouvir. Malditos ouvidos; deviam ser proibidos e arrancados à força!
O Capitão Gancho... Perdão, o Chefe da Polícia inglesa e a própria polícia, devido à não cedência desta e de outras dez esquadras, enfrentam agora uma acusação e um pedido de indemnização por terem defraudado a indústria musical - aquele que é, ao que parece, um dos orgãos de soberania máxima dos países ditos civilizados.

No serviço de espera de chamadas, tem lógica, se a música não tiver sido disponibilizada em termos que permitam a sua execução livremente. Mas ser acusado de defraudar a indústria musical por ouvir rádio nas esquadras?!

via Arstechnica e Torrent Freak

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