Quarta-feira, 19.11.08

Manuela Ferreira Palin ataca outra vez

dummiesApesar do que tinha escrito no post anteior, não consegui resistir.

Alguém que diga à Manuela Ferreira Palin que o silêncio, no caso dela, é mesmo de ouro. É que, sempre que abre a boca, sai algo muito infeliz. Desta vez, no final de um almoço promovido pela Câmara do Comércio Luso-Americana, disse: «E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia».

Ao ritmo que está a ir, não sei onde isto vai parar. Quando ela disse que não deviam ser os media a escolher o que devia ser notícia, eu preferi ver a coisa por uma lado mais positivo em vez de pensar que a ideia da censura lhe agrada. Antes disso, quando afirmou que a construção do novo aeroporto de Lisboa só baixaria o desemprego na Ucrânia, eu optei por ver isso como uma crítica à mão-de-obra ilegal - e explorada - em Portugal. Mas agora vejo nela a Palin portuguesa: abre a boca, sai disparate.

É verdade que estas declarações são muito infelizes e talvez eu esteja a exagerar quando lhe chamo, em tom de brincadeira, Manuela Ferreira Palin, mas mais uma vez acho que ela escolheu mal as palavras para fazer uma crítica que até pode ter razão de ser - uma ironia que lhe saiu mal. Sejamos sinceros: quem é que nos últimos dois anos não pensou que o país parece uma república das (ou dos, se quiserem) bananas? Reformas do sistema de saúde, a avaliação dos professores, o Estatuto do Aluno... a lista continua. Eu acho que ela estava a tecer uma crítica (com ou sem razão, não interessa para o caso), em forma de (infeliz) ironia, a estas situações.

Quem ganha com isto é o PS. Mesmo com a contestação que tem sentido, ninguém vai ver neste PSD uma alternativa viável ao PS. Temos outros partidos, mas eles sofrem de clubismo, e são poucas as pessoas que gostam dos clubes pequenos. Ainda vamos acabar por ter que gramar com mais quatro anos de Sócrates & Companhia, tudo porque Manuela Ferreira Leite não sabe escolher melhor as palavras. Se eu fosse militante do partido, aproveitava o natal para lhe oferecer o livro que aparece na imagem.

publicado por brunomiguel às 00:16 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Aproveitem o natal

Em vez de estar a apontar o dedo a Manuela Ferreira Leite por causa das suas mais recentes declarações, até porque apontar o dedo é feio, deixo uma sugestão de presente que os militantes do PSD podem oferecer à sua líder no natal.

publicado por brunomiguel às 00:07 | link do post | comentar
Quinta-feira, 13.11.08

Manuela Ferreira Palin

As recentes declarações de Ferreira Leite acerca do controlo (censura, dirão alguns) da comunicação social gerou alguma indignação junto dos media e algumas pessoas de dentro e fora do meio, e com alguma razão. Ouvir dizer que «não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite» pode não cair bem - e não caiu.

Enquanto algumas pessoas e orgãos de comunicação social preferem ver isto por um prisma mais negativo, eu prefiro um mais positivo. Não acho que ela não quer instaurar a censura na impensa; parece-me que - com alguma dor de cotovelo por achar que o seu partido não tem tanto tempo de prime-time como o partido do Governo - se estava apenas a referir ao estreito compadrio entre alguns orgãos de comunicação social e o poder político, e que apenas teve mais uma infeliz escolha de palavras. Podemos até dizer que aquela parte do discurso foi "palinesca". Aliás, eu espero que tenha sido isso, se não estamos ainda pior.

publicado por brunomiguel às 22:51 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Segunda-feira, 03.11.08

Fala o roto do nu

Acabei mesmo agora de ler uma notícia n'O Público que só não me arrancou uma valente gargalhada porque é demasiado triste para me fazer rir. Lê-se assim no título:

Juventude Socialista denuncia "falta de sentido de Estado" de Ferreira Leite

Isto, vindo de um jovem que ainda há pouco tempo defendia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e depois enfiou o rabo entre as pernas quando o líder do seu partido disse que não, tem piada. Concordo com ele quando disse, a propósito do comentário infeliz (ainda que com alguma razão) de Manuela Ferreira Leite sobre o TGV e o novo aeroporto de Lisboa, que a líder do PSD devia «pensar mais antes de falar». Mas também vejo nele a mesma «falta de sentido de Estado» por não se ter mantido firme às suas supostas convicções. Sim, ele votou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas só porque teve uma autorização "especial" do partido.

publicado por brunomiguel às 02:26 | link do post | comentar

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