Quarta-feira, 03.09.08

[actualizado] Deus, o camuflado

Os ateus acham que deus não existe. Mas eles estão enganados, porque, na realidade, deus está deliberadamente a esconder-se para que as pessoas pensem que ele não existe. Ele deixa que o mal ande pelo mundo, que bebés morram, etc, apenas para testar a fé do homem. É a prova de fogo (sem *cof* qualquer *cof* alusão ao inferno).

Isto está na bíblia, não pode ser contrariado. Estar na bíblia é sinónimo de verdade, é o mesmo que aparecer num telejornal ou ser dito pelo Moita Flores. Eh pá, não há volta a dar-lhe!

Ok, deixando estes disparates religiosos de lado, este post serve apenas para vos deixar a link para aquele que é, para mim, o vídeo mais idiota e sem nexo que vi nos últimos dias. Tomei conhecimento dele através do Portal Ateu.

Actualização: de acordo com o Marco, do famoso blog Bitaites, este vídeo é «feito para ridicularizar os fundamentalistas cristãos que pensam que o mundo foi criado há 12 000 anos e que os fósseis de dinossauros foram ali colocados para testar a nossa fé. O vídeo não é idiota, é uma sátira aos idiotas.».

Vá, agora não venham para aqui dizer que deus existe e que eu vou para o inferno (o que até nem era mau de todo, porque comia churrascos todos os dias). Eu acho uma tremenda parvoíce a religião - também a espiritualidade - e a crença em super-heróis que nunca ninguém viu e cujos feitos foram decididos em concílios e afins. Contudo, respeito que haja quem acredite nisso, só não esperem é que aceite, porque a lógica, o bom-senso e o conhecimento não mo permitem.

publicado por brunomiguel às 04:39 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Sexta-feira, 15.08.08

USA europeu

O Boing Boing hoje relata uma situação que vale ao Reino Unido o título «Estados Unidos da América, versão europeia». Conta Cory Doctorow, via Cambridge News Online, que uns polícias ingleses apreenderam um jogo satírico sobre a «guerra ao terrorismo» porque a máscara que continha poderia ser usada em actos criminosos.

A polícia britânica parece estar muito à frente do seu tempo, pois parece conseguir prever que uma máscara de um jogo vai ser usada num qualquer acto ilegal. Quase parece o filme Minority Report.

publicado por brunomiguel às 19:48 | link do post | comentar
Sexta-feira, 13.06.08

Policia britânica processada por ter música a tocar nas esquadras

No que toca a leis ridículas e à perseguição desenfreada da ameaça sombra que só existe na própria cabeça, poucas diferenças há entre os Estados Unidos e o Reino Unido. Bem, eles são farinha do mesmo saco, ou não tivesse os Estados Unidos sido uma colónia britânica.
Por isso, não é de admirar que a Performing Rights Society (PRS) tenha acusado a polícia de Lancashire de infracção dos direitos de autor, por ter, sem licença, música a tocar na esquadra, ginásios, apresentações, festas e no serviço de espera de chamadas. Esta associação afirma que (atenção, vem aí uma das maiores idiotices de que há memória. sentem-se, porque poderão cair no chão, de tanto rir) toda a música que seja audível por outros equivale a uma actuação pública, o que obriga ao pagamento de uma licença.
Esta não é a primeira - e dificilmente será a última - esquadra a ser alvo das acusações da PRS. Um pouco por todo o Reino Unido, várias esquadras têm cedido às acusações (chantagem?!) desta associação e têm pago os royalties que advêm dos outros ouvirem a música que só nós deviamos poder ouvir. Malditos ouvidos; deviam ser proibidos e arrancados à força!
O Capitão Gancho... Perdão, o Chefe da Polícia inglesa e a própria polícia, devido à não cedência desta e de outras dez esquadras, enfrentam agora uma acusação e um pedido de indemnização por terem defraudado a indústria musical - aquele que é, ao que parece, um dos orgãos de soberania máxima dos países ditos civilizados.

No serviço de espera de chamadas, tem lógica, se a música não tiver sido disponibilizada em termos que permitam a sua execução livremente. Mas ser acusado de defraudar a indústria musical por ouvir rádio nas esquadras?!

via Arstechnica e Torrent Freak

Sexta-feira, 30.05.08

Os perigos de falar sem conhecimento do tema

Ontem, não tive oportunidade de ver todo o debate da SIC sobre «os perigos da internet»; vi apenas os minutos finais e sem grande atenção, porque estava a fazer qualquer cena que merecia mais atenção da minha parte. Por isso, hoje decidi descarregar o vídeo, para poder ver o tal debate que tem suscitado muitas críticas online - sim, descarregar, porque a SIC fez a má escolha de disponibilizar os vídeos em flash, uma tecnologia fechada, insegura e cuja implementação livre ainda está uns passos atrás no suporte; por isso tenho que o descarregar, caso contrário não o consigo ver.

Foram 130 e tais megas para quase 34 minutos de debate pobre e cheio de tantas idiotices, que quase parecia uma corrida de disparates. Porque é que, em vez de terem aquele painel de comentadores, não convidaram alguém que estivesse dentro da temática debatida? Isso tinha evitado muita palermice dita, como afirmar que os terroristas usam os blogs para comunicar entre si ou que o que não é uma vénia escrita a nós deve ser censurado - como parece pensar o sr Miguel Sousa Tavares. Quando não se sabe, inventa-se - e normalmente, por arrasto, sai merda, como se viu ao longo do debate.

Bem, safou-se um dos comentadores, que, apesar de não ter sido muito interventivo, tentou manter algum realismo num debate fantasioso, em que sou, como blogger, rotulado de terrorista - vou mudar o meu nome para Al-Bin-Muhammad-Bruno e vou chamar a este blog «Conversas de um bombista».

 

Deixo também uma nota negativa à SIC, por várias razões, sendo a principal a introdução do programa, que passo a transcrever:

«Aqui e agora, vamos perceber que a internet é um maravilhoso mundo novo; mas também uma inesgotável fonte de perigos, de fraudes, de seduções que terminam em tragédia, de pedófilos à espreita, de fotos e vídeos íntimos que de repente estão à vista de todos. É um mundo novo que traz grandes interrogações legais, sociológicas, psicológicas, ou seja, um bom tema para os nossos comentadores das quintas-feitas [...]»

 

Vou ali para um canto do meu quarto mergulhar numa profunda solidão, enquanto vendo umas escravas sexuais, violo crianças e fabrico mais umas bombas. Isto é multitasking ao mais alto nível!

publicado por brunomiguel às 11:18 | link do post | comentar | ver comentários (7)

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