Terça-feira, 21.10.08

Agarrados desde a idade da pedra

Os arqueólogos Quetta Kaye e Scott Fitzpatrick encontraram provas de que o consumo de drogas por parte dos seres humanos remonta à idade da pedra. (trocadilho acidental, mas que encaixa que nem uma luva)

publicado por brunomiguel às 22:31 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 10.09.08

The Falling Man

the falling man

Quando ontem vi um documentário na RTP2 sobre esta fotografia e o 9/11, não consegui deixar de perguntar o que motivou a reacção tão negativa que as pessoas tiveram a ela. Ela foi de tal forma negativa que acabou por fazer com que a fotografia pura e simplesmente desaparecesse das notícias; motivou uma auto-censura por parte da imprensa.

No documentário, vários entrevistados diziam que ela tirava os últimos momentos de dignidade àquele homem. Mas ninguém o conhecida; se o vissem caído na rua provavelmente ignoravam-no; e, no entanto, reagiram desta forma. Porquê? Nós não somos assim tão altruístas e tão preocupados com a dignidade dos desconhecidos, mesmo que gostemos de pensar que somos. O que motivou esta indignação? Medo da morte? Medo da possibilidade de termos sido nós a saltar?

Nós nunca gostámos da morte; isso é perfeitamente natural, é instintivo. Mas a religião (sim, a religião) e a sociedade ampliaram este medo a um nível que não é natural, e isso acabou por fazer com que a morte de desconhecidos nos cause medo. Para mim, estes foram os catalisadores para a reacção que se teve àquela que considero ser a melhor e mais honesta representação do sofrimento que as vítimas do ataque sofreram.

publicado por brunomiguel às 01:13 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sexta-feira, 11.07.08

Microsoft sob o microscópio

Eu criticava a Microsoft - e outras empresas de software proprietário - pelas questões morais, sociais e éticas dos seus modelos de negócio, mas também por questões técnicas mais simples e conhecidas (ex: falta de fiabilidade e segurança dos sistemas Windows, que eu senti na pele durante alguns anos, e as implicações de segurança dos sistemas proprietários). Mas depois de ler este texto de Frank van Wensveen, que me chegou ao conhecimento através do Bitaites, estou seriamente tentado a remover o Samba só porque ele implementa alguns protocolos da Microsoft.

Microsoft products are immature and of inferior quality. They waste resources, do not offer proper options for administration and maintenance, and are fragile and easily damaged. Worse, new versions of these products provide no structural remedy, but are in fact point releases with bugfixes, minor updates and little else but cosmetic improvement. Recent versions of Microsoft products are only marginally more secure than those that were released years ago. In fact, if it weren't for additional security products such as hardware-based or Unix-based filters and firewalls, it would be impossible to run an even remotely secure environment with Windows.

MS products are bloated with an almost baroque excess of features, but that's not the point. The point is that they are to be considered harmful, lacking robustness and security as a direct result of basic design flaws that are in many cases over a decade old. They promise to do a lot, but in practice they don't do any of it very well. If you need something robust, designed for mission-critical applications, you might want to look elsewhere. Microsoft's need for compatibility with previous mistakes makes structural improvements impossible. The day Microsoft makes something that doesn't suck, they'll be making vacuum-cleaners.


À luz disto, não consigo perceber como é possível o nosso governo entregar numa bandeja quase tudo o que está relacionado com informática a esta empresa. Por mais que use a imaginação - e olhem que eu tenho muita imaginação para dar e vender -, não consigo vislumbrar uma qualquer razão que seja para isso. Isto é como pedir aos criminosos para combater o crime.

O texto é muito extenso; lê-lo num dia vai obrigar-vos a começar a leitura de manhã cedo - eu comecei por volta das 9h e às 16h48m estava a meio; às 18h58m terminei. Felizmente está separado por capítulos, permitindo que leiam um capitulo ou dois num dia, outro capítulo noutro dia, e por aí fora, até terem tudo lido.

Um bom documento histórico e educativo, cuja leitura recomendo, apesar de não concordar com algumas notas finais do autor, especialmente a parte em que diz que todos estamos condenados a utilizar software Microsoft porque o contrário é impensável. Isto não podia ser mais errado; mas fora isso, é uma boa leitura.

 

publicado por brunomiguel às 18:56 | link do post | comentar
Domingo, 08.06.08

O milagre da multiplicação dos textos

A minha "pequena análise" ao gNewSense tornou-se, por sugestão do João Matos, em dois textos separados - que tenciono interligar, para que os leitores consigam perceber melhor os dois assuntos e porque os assuntos estão directamente relacionados. Agora, em vez da análise o gNewSense com a referência história ao sistema GNU, vai haver uma análise ao gNewSense e uma breve história do GNU/Linux desde os tempos de Richard Stallman no MIT.
O primeiro texto a ser publicado no Programas Livres deverá ser a análise do gNewSense sem a parte histórica do sistema GNU. A escolha recaiu neste texto por me parecer ser um assunto mais pertinente que mais uma história do sistema operativo GNU/Linux.
Bem, o objectivo da história do GNU/Linux não é apenas ser mais uma história: é ser um retrato histórico acessível ao utilizador dito normal - aquele utilizador que abre o browser para ver os mails e por umas fotos no hi5 e corre o processador de texto para escrever um documento qualquer.
Infelizmente, a publicação dos textos ainda vai demorar um pouco, porque só ao final do dia é que voltei a agarrar no texto. A culpa é do dente agarrado, que me tem lixado a cabeça nos últimos dias.

Tenho que dizer isto mais uma vez: já tinha saudades de pesquisar e fazer um sem número de revisões ao texto. Consegue ser um pouco cansativo e, por vezes, irritante, mas as pesquisas e as revisões dão um gozo do caraças.

Desculpem qualquer falta de nexo no post, mas eu estou cheio de sono!

Segunda-feira, 02.06.08

Arqueólogos descobrem cidade egípcia com três mil anos no Sinai

egipto

Durante escavações numa antiga estrada militar do Sinai, um grupo de arqueólogos descobriram uma antiga cidade egípcia com três mil anos soterrada. Esta é a quinta de onze cidades que, de acordo com inscrições no Templo de Karnak, existiriam naquela zona.

 

As autoridades egípcias acreditam que esta era uma cidade fortificada e o quartel-general das forças militares do Egipto durante o período do Império Novo, uma das épocas mais prósperas do antigo egipto.

 

Entre as relíquias descobertas no local, estão uma estátua de Tutmés II, o quarto faraó da XVII Dinastia egípcia, e treze torres datadas da altura do reinado de Ramsés II, o terceiro faraó da XIX Dinastia egípcia.

 

via Time.com

Nota: a imagem deste post é de domínio público e foi retirada do site Wikipedia.org.

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