Casar ou não casar, eis a questão

Hoje, no Sociedade Civil - um dos poucos bons programas da televisão portuguesa - debate-se o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não apanhei o programa desde o seu início, mas desde que comecei a vê-lo não ouvi nenhum argumento com substância por parte de quem se opõe ao casamento homossexual; só repetem a mesma treta religiosa de sempre e esquecem-se que a igreja católica só permitiu que a plebe se casasse a partir do século XII (é um facto. se não acreditam, pesquisem).

O programa ainda não acabou, mas depois de ter ouvido perto de quinze minutos de argumentos vazios e a roçar o fanatismo, duvido que venha a ouvir algum argumento de jeito da parte dos que não aprovam o casamento entre homossexuais.

Eu não sou a favor nem contra o casamento entre homossexuais. A bem dizer, eu não "vou à bola" com casamentos. Os casamentos deviam fazer apenas parte da esfera religiosa e não do Estado; para o Estado, deviamos todos ser solteiros. Assim tinhamos um Estado mais laico e talvez todos se pudessem casar se assim entendessem. O António Dias explica este conceito no seu blog pessoal.