Sexta-feira, 19.09.08

SGI reescreve a licença do GLX e DRI

Recebi à momentos um mail de uma das mailing lists da FSF a anunciar que a SGI reescreveu a licença que rege os componentes GLX e o DRI para a tornar compatível com a GNU General Public License. Foram nove meses, mais mês menos mês, de negociações, para finalmente eu estar a um piscar de olhos de poder voltar a usar o KDE 4.x.

The Free Software Foundation (FSF) Free Software Compliance Lab's Brett Smith explained, "We discovered that these licenses covered contributions that SGI had made to the X.Org Project and the Mesa 3D Graphics Library. These projects, including SGI's code, are an important and familiar part of modern GNU/Linux desktop systems. The FSF Compliance Lab then worked with SGI towards today's announcement."

[...]

Still, there are a few legal loose ends that need to be tied up before GNU/Linux distributions can utilize all the code base in freedom. Brett Smith explained, "There are a few other copyright holders that I'm working with to resolve their licensing issues and I'm confident that fully free distributions like gNewSense will soon be able to utilize all of this code." The FSF will be releasing further information early next week.

Agora, só falta que os detentores de outras partes do código façam o mesmo para eu poder voltar a usar o KDE 4.x. Eu curto o Fluxbox e até já o tenho personalizado ao meu gosto e hábitos, mas o KDE 4.x é mais agradável à vista e até já está personalizado e tudo.

Para mais informações sobre esta boa notícia, leiam o meu artigo no Programas Livres.

 

publicado por brunomiguel às 17:38 | link do post | comentar
Segunda-feira, 23.06.08

Colaboradores do Linux exigem fim de software fechado no kernel

Finalmente, alguns colaboradores do desenvolvimento do Linux - 141 colaboradores, para ser preciso - bateram o pé e publicaram uma petição onde exigem o fim dos blobs neste kernel.

Os blobs são software fechado, como o Windows ou os drivers oficiais da nVidia, por exemplo. Para além de fazerem com que o kernel Linux viole a GPL, são uma possível fonte de problemas de segurança, pois não é possível aos colaboradores do Linux ver se eles são seguros e corrigir eventuais falhas de segurança.

Pessoalmente, e digo isto com muita pena, não me parece que vá ter um efeito imediato, apesar de nomes como Theodore Tso assinarem a petição.

Se querem usar um sistema livre de blobs, quer por questões de segurança, quer por defesa da vossa liberdade digital, optem por sistemas operativos que utilizam apenas software livre. No GNU.org está uma lista que poderá servir-vos de guia na escolha de um sistema livre.

via Programas Livres

publicado por brunomiguel às 14:29 | link do post | comentar
Sábado, 24.05.08

OpenMoko troca GTK+ por Qtopia

openmoko

Conhecem o OpenMoko, aquele telemóvel que utiliza software livre e que, devido a isso, pode ser completamente alterado para suportar os mais variados protocolos e ter as mais diversas funcionalidades? Esse telemóvel deveria utilizar a plataforma GTK+ para o interface mas, a um mês do lançamento do telemóvel para o mercado, a empresa responsável pelo seu desenvolvimento decidiu trocar o GTK+ pelo Qtopia, a plataforma para dispositivos móveis da Trolltech.

 

De acordo com um dos colaboradores do projecto OpenMoko, Holger Freyther, a decisão de substituir a plataforma GTK+ pela Qtopia deve-se ao facto desta última estar mais madura, ser mais flexível e permitir ter tudo a funcionar em menos tempo. Esperemos é que a maturidade não faça o projecto atrasar-se novamente.

 

O OpenMoko é um projecto licenciado sob as licenças GNU General Public License (GPL) e GNU Lesser General Public License (LGPL). De acordo com a Wiki do projecto: 

 

The Openmoko stack, which includes a full X server, allows users and developers to transform mobile hardware platforms into a unique products. Our licence gives developers and users freedom from the "iron to the eyeballs," freedom to cosmetically customize their device or radically remix it; change the wallpaper or rebuild the entire house! It grants them the freedom, for example, to transform a phone into a medical device or point of sale device or the freedom to simply install their own favorite software. Beyond freeing the software on our devices we have also released our CAD files under Creative Commons. By freeing the software under GPL, we enable the community of FOSS developers to "make it new." By freeing the CAD files we give industrial designers and engineers this same opportunity.

 

via Arstechnica

Segunda-feira, 06.08.07

Mark Shuttleworth faz fortes críticas à Microsoft

Numa entrevista dada à Eweek, Mark Shuttleworth falou das alegadas infracções de patentes da Microsoft e fez fortes críticas à empresa, acusando-a de fazer extorsão.
Mark Shuttleworth acusa a Microsoft de tentar dividir a comunidade open-source, ao alegar infracção de 235 patentes, e de se aproveitar da fraqueza financeira de algumas distribuições para comprar acordos. O presidente da Canonical também aponta o dedo às distribuições que fizeram os acordos de protecção com a Microsoft, por se deixarem arrastar para uma teia de incertezas, medo e confusão (FUD).
To say, as Ballmer did, that there is undisclosed balance sheet liability, that's just extortion and we should refuse to get drawn into that game. On the other side, if Microsoft is concerned about its intellectual property, there is no one in the free software community that wants to violate anyone's IP. Disclose the patents and we'll fix the code. Alternatively, move on.
Durante a entrevista, Mark Shuttleworth é questionado sobre a GPL3. Ele afirma que a GPL3 é melhor que a sua antecessora e que o novo Ubuntu vai estar sob esta licença. Quanto às criticas de Linus Torvalds à nova GPL e à não passagem do kernel do Linux para esta licença, ele acredita que o ditador benevolente - Linus Torvalds - apenas quer o melhor para o kernel e que não há problema em haver ou não mudança de licença.
Quanto a possíveis acordos de interoperabilidade com a Microsoft, o homem forte da Canonical afirma que eles não estão postos de lado, mas que os acordos de protecção são uma carta fora do baralho.
Terça-feira, 10.07.07

A primeira semana de vida da GPL3

A empresa Palamida, uma software house que desenvolve uma aplicação para detectar licenças de software e conflitos de licenças, revelou que, na primeira semana de vida, 116 projectos adoptaram a GPL3. Destes projectos, destacam-se o Samba, o LiVES e o CDex.
Para manter a comunidade actualizada em relação aos projectos que adoptam a GPL3, a empresa criou um site onde mantém um registo dos projectos estão sob a GPL3.

{Fonte: ITWeek}
publicado por brunomiguel às 12:56 | link do post | comentar

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