Terça-feira, 02.09.08

Com mais de 400MB, deve ter muito cromado

O Google Chrome já foi disponibilizado em formato binário apenas para Windows, mas existem instruções para a compilação do browser no GNU/Linux. Todo contente, apesar de relutante em relação ao licenciamento do código do browser, já que várias partes do código estão sob licenças diferentes e isso faz-me desconfiar da presença de código não-livre lá pelo meio, tentei descarregar o código-fonte. Segui as instruções disponibilizadas pela equipa do projecto à risca, mas o checkout do código parava de vez em quando. Por causa disso, decidi que iria descarregar o tarball com o código-fonte.

Assim que o download começou e o gestor de downloads do IceCat apareceu, vejo que o código-fonte do browser ocupa uns "singelos" 429MB! Isto é mais de 10x o tamanho da imagem do Slitaz, uma distribuição do sistema GNU/Linux. Ok, a imagem do Slitaz tem tudo em formato binário e é feita para ser muito pequena, mas mesmo assim, mais de 400MB de código-fonte para um browser parece-me demais. O do Firefox, se não estou em erro, ronda os 40MB.

Bem, vou esperar pela versão binária do browser, para não ter que torturar a minha ligação lenta, e também pela clarificação das diferentes licenças que regem o código deste browser. Enquanto isso, mantenho-me fiel ao IceCat - e duvido que o Google Chrome me faça mudar de browser.

Google Chrome poderá ser um passo em frente na segurança dos browsers

Como não tive paciência para ler a banda desenhada sobre o Google Chrome, só depois de ler um artigo do Arstechica é que fiquei a saber que este browser vai ser quase um sistema operativo no que toca a processos. É simples: cada separador aberto no browser corresponderá a um processo separado. Para além de, teoricamente, aumentar a segurança, também fará com que um erro grave encerre apenas o separador onde ele ocorreu e não a aplicação. A atribuição de um processo individual a cada separador também tornará possível verificar o consumo de memória de cada tab aberta e plugins usados.

Não tarda nada são 5h da manhã e eu já estou mais na terra dos sonhos que "mundo real". Se quiserem saber mais detalhes sobre estas e outras funcionalidades do Google Chrome, leiam o artigo da Arstechnica que me serviu de referência para este post.

publicado por brunomiguel às 04:34 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Também escrevo sobre o browser do Google

Eu sei que já fiz uma menção ao Google Chrome no Programas Livres e no Webtuga, mas não resisto a fazê-la aqui também, numa versão curta (espero). O projecto parece ser demasiado interessante para deixar de o mencionar, e não é por ser do Google.

O Google Chrome é um browser livre (as in freedom) que o Google vai disponibilizar já hoje, dia 2 de Setembro de 2008. Este browser terá:

  • uma máquina virtual de Javascript, também ela livre, que teoricamente torna a interpretação do Javascript mais rápida;
  • o Webkit para fazer render às páginas web;
  • os separadores localizados em cima da barra de endereço, ao contrário do que acontece com a maioria dos browsers actuais;
  • uma página inicial semelhante ao Speed Dial do Opera (basicamente, atalhos para sites com pré-visualização em miniatura dos mesmos).
  • um modo de privacidade que não guardará quaisquer dados da navegação no disco (como o famoso pr0n mode prometido para o Internet Explorer 8).


Este projecto está a despertar-me bastante o interesse. Pela descrição, parece ser muito porreiro. Falta saber é se o Google vai entregar o que está a prometer ou se vai fazer como a Microsoft: promete uma coisa e entrega outra, como o suporte out of the box para os padrões web no Internet Explorer 8, que foi por água abaixo na segunda beta deste browser.

Para além de todas as funcionalidades acima mencionadas, estou a contar com uma forte integração dos serviços do Google no browser - e a desejar que isso não aconteça. Será de admirar se não o fizerem, já que são os mentores e criadores da aplicação.

Se quiserem saber mais sobre o Google Chrome, vejam esta banda desenhada criada por Scott McCloud para o Google.

Ok, isto acabou por não ser a versão curta da coisa. Mas o importante é que é interessante, e nesse caso o tamanho não conta. Melhor dizendo: o tamanho não conta, apenas o interesse - do texto, claro está.

publicado por brunomiguel às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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