Sexta-feira, 23.04.10

Estudante forma-se mascarada de Stormtrooper

stormtrooper

A Stormtrooper na imagem chama-se Manja Pieters, de 36 anos. A fotografia foi tirada durante a sua festa de graduação formatura em Belas Artes pela Universidade de Canterbury.

via The Daily What

publicado por brunomiguel às 11:56 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 19.05.09

Repost: Deus nos salve dos novos Geeks

Geeks, geeks, geeks (ou então Developers, Developers, Developers). Infelizmente, dizer isto três vezes não me leva de volta ao Kansas, até porque eu não vim de lá. Leva-me é a uma tristeza profunda por ver esta "classe" depredada por pessoas que... não deviam ter deixado os HI5s que há por essa web fora.

 

Geek é um termo que, no século XXI, sofreu um verdadeiro atentado, ao nível do 11 de Setembro. Já foi motivo de chacota, hoje é usado para algumas pessoas se demarcarem e destacarem no grande palco que é a Internet. Novos geeks, esses Bin Laden da Internet.

 

E não, eu não sou geek. Hoje em dia, até levo isso como um insulto.

 

OS TIPOS DE GEEKS

 

Há dois tipos de geek. Um já referi: os novos geek. O outro é o geek - o oldschool.

Os novos geek são como os novos ricos, roçam o campónio, falam muito do que não sabem e tentam passar-se por entendidos no que quer que seja. Mais, é alguém que costumava passar a vida a inserir uma imensidão de fotos nas várias redes sociais em que tem conta, para que os seus "amigos", a maioria deles desconhecidos para ele, verem que ele tem uma vida toda catita e cheia de divertimento. Entretanto, fartaram-se das redes sociais - ou, pelo menos, quiseram experimentar algo diferente - e embarcaram na blogosfera, por causa do seu cariz social. Só que na blogosfera há (ou havia) partilha de conhecimento. Para se integrarem, tiveram que ler dois ou três tutoriais de qualquer coisa para se poderem dizer entendidos e geeks. Depois, aprenderam a ligar o computador e tornaram-se os "hackers do Power button".

Como os novos geeks vão sempre atrás do hype do momento, embarcaram no microblogging; neste caso, no Twitter, o serviço mais popular da actualidade. Esta mudança foi um marco importante para eles: puderam voltar a exercitar fortemente o seu "músculo egocêntrico", a ter uma enorme lista de "amigos" e a "comunicar" como se o mundo inteiro se interessasse pelo que estão a fazer. Geek tornou-se sexy e fashion.

O outro tipo de geek, o geek (passo a redundância), é alguém que sabe do que fala ou escreve. Não é uma autoridade nesse assunto, ou não é considerado como tal, mas tem bons domínios no campo ou campos em que está inserido e é curioso. Gosta de partilhar conhecimento e sabe fazer mais que ligar o computador. Mas é - ou era - gozado pela sua falta de aptidões sociais, onde os nerds ainda dominam (na falta delas).

UMA PANDEMIA

 

Esta mania do social e do ser sociável e ser fashion e o camandro, ampliada pela MTV e outros que tais, tomou como seu o termo geek. Hoje, o que não falta são blogs e contas no Twitter destes novos geeks. E, por muito que se tente, é impossível não se cruzar com três ou quatro. Eles estão em todo o lado; é pior que a gripe espanhola. E pior, acham-se uns entendidos em tecnologia só porque compraram um iPod e sabem copiar músicas para ele com o iTunes, ou então acham-se uns experts em política só porque votaram nas últimas eleições. São casos reais! Ou o drama, o horror...

 

Não me interpretem mal. Eu acredito e defendo a liberdade de expressão, mas também acredito que há limites para tudo. E esta moda geek - que, como todas as modas, é um pouco parva - ultrapassa todos os limites do razoável. Mas ela vai continuar até os novos geeks se fartarem disto ou até aparecer um hype tão ou mais forte que o Twitter.

 

Este post é um repost deste outro post

publicado por brunomiguel às 12:25 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 19.03.09

Ovelhas e LEDs

Se juntarmos ovelhas, cães, LEDs, pastores e geeks, o resultado é este (via Neatorama). É de fazer qualquer geek babar-se.

publicado por brunomiguel às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 02.01.09

«Vai mas é trabalhar»

Um fenómeno interessante da internet, e que eu já abordei aqui uma ou duas vezes, é o dos geeks portugueses a escrever em inglês entre si. Enquanto falava com a Qi sobre isto por mensagens instantâneas, escrevi o seguinte:

Se o chato, d'Os Contemporâneos, fizesse um sketch sobre eles, era capaz de dizer algo do género: «olha para mim, tão importante, a escrever em inglês para outros portugueses, como se fosse bom. vai mas é trabalhar, fazer algo de útil para a sociedade.»

Fica a ideia para um sketch.

publicado por brunomiguel às 00:24 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Quarta-feira, 28.05.08

To English or not to English, eis a questão.

Tudo começou com um daqueles tweets parvos que costumo enviar/fazer: «pergunta para a revista maria: se escrever em inglês no Twitter, serei geek?» Isto gerou um curto debate acerca do uso do inglês neste serviço: o Miguel Caetano disse que só recebe respostas de portugueses quando escreve em inglês e quando tweeta em português, apenas os brasileiros lhe responde; o Rui Costa perguntou se devemos responder a alguém na mesma língua que a pergunta foi feita e se o responder noutra língua não será falta de educação. 

Quanto a tweets e blogs em inglês, não tenho nada contra eles, quando há necessidade ou vontade de o fazer. Mas quantas vezes não será isso apenas um acto masturbatório de alguém que gosta de se armar em geek/nerd, o que quer que isso seja hoje me dia? Só quem escreve em inglês é que sabe se o faz porque realmente quer, necessita ou se está armado em campeão.

Porque raio é que alguns portugueses só respondem a tweets em inglês? A isto, parece-me que a resposta é, pelo menos em boa parte das vezes: têm em mania que são bons por escreverem em inglês. Devem achar que isso lhes confere algum tipo de superioridade intelectual e social.

E será mesmo falta de educação responder em português a um português que fez uma pergunta em inglês ou vice-versa? Não! Quanto uma pergunta é feita, interessa uma resposta numa língua que seja comum aos dois, três, quatro ou sejam lá quantos forem os intervenientes. Se a resposta é em inglês, francês ou russo, é indiferente; desde que os todos percebam a língua.

 

Quando comunicamos, seja lá com quantas pessoas forem, devemos utilizar uma língua comum a todos, para que a mensagem chegue a todos os intervenientes e para que ninguém seja ou se sinta excluído. No Twitter, a regra é a mesma, mesmo que tenham alguns contactos americanos, franceses ou chineses: se não estão a comunicar com eles, não são obrigados a usar um idioma que eles compreendam, porque eles não são os destinatários da mensagem.

Novos geeks, por favor, controlem o uso excessivo e desnecessário do inglês. Usem a nossa língua, que é uma autêntica Soraia Chaves. Não lhes dêem palmadinhas do rabo, façam-lhes miminhos e estimem-na. Não a ignorem só porque é mais fixe utilizar inglês.

 

Nota: "comunication", por Guacamole Goalie, disponibilizada sob uma licença Creative Commons 2.0.

publicado por brunomiguel às 17:28 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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