Quarta-feira, 08.10.08

Como entender a crise

crise financeira
Por Patrick Chappatte, para o The International Herald Tribune

No blog Cheiro a Pólvora, o Luís Castro publicou um texto, recebido por mail, que explica a crise de forma simples, e que eu passo a transcrever aqui:

O Ti Joaquim tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide que vai vender copos "fiados"aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose do tintol e da branquinha (a diferença é o preço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do Ti Joaquim, um ousado administrador formado em curso muito reconhecido, decide que o livrinho das dívidas da tasca constitui, afinal, um activo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o "fiado" dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrónimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (os tais livrinhos das dívidas do Ti Joaquim).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e a tasca do Ti Joaquim vai à falência. E toda a cadeia pifou!

Viu... é muito simples...!!!

Isto é quase economia para totós, não?

publicado por brunomiguel às 17:01 | link do post | comentar
Quinta-feira, 12.06.08

Enquanto isso, em Portugal...

humor crise futebol

Imagem gentil e educadamente gamada ao Marco Barreto. Clica nela para a veres num tamanho maior.

publicado por brunomiguel às 21:53 | link do post | comentar
Domingo, 08.06.08

A crise tem dias marcados

Com que então o preço da gasolina está muito elevado e está a levar ao desespero os cidadãos, não é? Quem viu ontem, no final do jogo da selecção portuguesa, as ruas das cidades, vilas e aldeias do Tuguistão não diria isso, com tanto carro a passar e a buzinar.
A crise de que tantas pessoas se queixam parece que tem dias marcados: de segunda a sexta há crise e ao fim-de-semana à folga nos queixumes e lamentos. Claro que, se a selecção jogar durante a semana, é como se fosse feriado e a crise desaparece por artes mágicas.
Uma vez não é vez, não é verdade?

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