Segunda-feira, 17.05.10

Promolgada lei que permite casamento entre pessoas do mesmo sexo

Diz a Joana Lopes e bem, no Twitter: «não sei em que medida é que o casamento homossexual pode incomodar alguém, cada um se devia meter na sua vida.»

É verdade, Joana. Ninguém tem nada que se meter na cama de um casal, seja ele heterossexual ou homossexual. Não creio que as crenças religiosas sirvam de desculpa, porque acho que não há uma religião que defenda o meter do bedelho na vida dos outros. E não, não é porque a religião da maioria diz que os casamentos, uniões, o que lhe quiserem chamar, entre pessoas do mesmo sexo é uma abominação que as pessoas deixam de ter os mesmos direitos dos outros. Cada um com as suas convicções e todos com os mesmos direitos e deveres.

Confesso-me muito surpreendido - demasiado, até - com a promulgação deste diploma por parte de Aníbal Cavaco Silva. Pensei que, mais uma vez e também influenciado pela visita Papal, o Presidente da República se deixasse levar pelo preconceito. Felizmente não o fez, embora tenha feito questão de dizer que está contra o mesmo. Valeu aos casais homossexuais um rasgo de bom senso, quiçá. Seja lá o que tenha sido, foi uma vitória para eles. Não será a última, mas aos poucos creio que vão conseguir que o Estado os trate como iguais.

Como dizia a minha avó paterna, que morreu muitos anos antes de eu nascer e nunca disse tal coisa: «cada um come o que quer e onde quer». E eu concordo. Não me incomoda absolutamente nada ver um casal homossexual na rua, e até estou contente que a comunidade gay nacional tenha conseguido esta vitória. Mas pronto, eu também acredito na igualdade de direitos e deveres e há muitos anos que mandei a religião , a moral e bons costumes para o caralho porque prefiro pensar pela minha própria cabeça.

publicado por brunomiguel às 22:02 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Segunda-feira, 06.10.08

Casar ou não casar, eis a questão

Hoje, no Sociedade Civil - um dos poucos bons programas da televisão portuguesa - debate-se o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não apanhei o programa desde o seu início, mas desde que comecei a vê-lo não ouvi nenhum argumento com substância por parte de quem se opõe ao casamento homossexual; só repetem a mesma treta religiosa de sempre e esquecem-se que a igreja católica só permitiu que a plebe se casasse a partir do século XII (é um facto. se não acreditam, pesquisem).

O programa ainda não acabou, mas depois de ter ouvido perto de quinze minutos de argumentos vazios e a roçar o fanatismo, duvido que venha a ouvir algum argumento de jeito da parte dos que não aprovam o casamento entre homossexuais.

Eu não sou a favor nem contra o casamento entre homossexuais. A bem dizer, eu não "vou à bola" com casamentos. Os casamentos deviam fazer apenas parte da esfera religiosa e não do Estado; para o Estado, deviamos todos ser solteiros. Assim tinhamos um Estado mais laico e talvez todos se pudessem casar se assim entendessem. O António Dias explica este conceito no seu blog pessoal.

Segunda-feira, 06.08.07

A minha visão sobre os casamentos

casametno
Se vêm o canal Fox, da TVCabo, já devem ter visto aquele anúncio das "Donas de casa desesperadas" que começa a com a voz-off a dizer: "Um vestido pode servir para muita coisa". Esse anúncio termina com aquilo que é, basicamente, a minha opinião sobre o casamento: "... para cometer o pior da tua vida.".
Esta minha opinião do casamento não é por causa de ter tido um casamento falhado - eu nunca fui casado, nem tão pouco espero e quero ser. Nem sequer é influenciada por um suposto mau casamento dos meus pais - o casamento deles está para durar (caso raro nos dias que correm). Eu tenho esta opinião por dois grandes motivos, que são de ordem religiosa e social:
  • Motivo religioso: Não tenho qualquer religião, nem sequer um bocadinho muito muito muito pequenino de fé. Acho as religiões uma gatunice e uma estupidez, embora respeite as crenças das pessoas. No campo religioso, posso dizer tenho a saúde mental a 100%. :P
  • Motivo social: O número de divórcios tem vindo, regra geral, a aumentar de ano para ano. Já não há a pressão social para casar ou manter um casamento; somos cada vez mais independentes. E o custo crescente das cerimónias também contribui um bocadinho (mas muito pequenino).
Para mim, duas pessoas podem viver juntas uma vida inteira sem terem que se casar. O casamento estraga as relações, ao por uma placa metafórica a dizer "Propriedade de [inserir nome do conjugue]".
Claro que o casamento traz vantagens: vantagens nos impostos! Mas isso não é - nem devia ser - razão para alguém ser a favor da realização de casamentos.
Resumindo, um casal pode ter uma relação duradoura, filhos, casa, carros, cão, gato, discussões, etc, sem ter que estar casado, Os conjugues vão pagar mais um pouco de impostos, mas antes isso que pagar um dinheirão num casamento e respectivo divórcio.

PS: Eu até detesto ir a um casamento.
publicado por brunomiguel às 18:46 | link do post | comentar | ver comentários (11)

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