Promolgada lei que permite casamento entre pessoas do mesmo sexo

Diz a Joana Lopes e bem, no Twitter: «não sei em que medida é que o casamento homossexual pode incomodar alguém, cada um se devia meter na sua vida.»

É verdade, Joana. Ninguém tem nada que se meter na cama de um casal, seja ele heterossexual ou homossexual. Não creio que as crenças religiosas sirvam de desculpa, porque acho que não há uma religião que defenda o meter do bedelho na vida dos outros. E não, não é porque a religião da maioria diz que os casamentos, uniões, o que lhe quiserem chamar, entre pessoas do mesmo sexo é uma abominação que as pessoas deixam de ter os mesmos direitos dos outros. Cada um com as suas convicções e todos com os mesmos direitos e deveres.

Confesso-me muito surpreendido - demasiado, até - com a promulgação deste diploma por parte de Aníbal Cavaco Silva. Pensei que, mais uma vez e também influenciado pela visita Papal, o Presidente da República se deixasse levar pelo preconceito. Felizmente não o fez, embora tenha feito questão de dizer que está contra o mesmo. Valeu aos casais homossexuais um rasgo de bom senso, quiçá. Seja lá o que tenha sido, foi uma vitória para eles. Não será a última, mas aos poucos creio que vão conseguir que o Estado os trate como iguais.

Como dizia a minha avó paterna, que morreu muitos anos antes de eu nascer e nunca disse tal coisa: «cada um come o que quer e onde quer». E eu concordo. Não me incomoda absolutamente nada ver um casal homossexual na rua, e até estou contente que a comunidade gay nacional tenha conseguido esta vitória. Mas pronto, eu também acredito na igualdade de direitos e deveres e há muitos anos que mandei a religião , a moral e bons costumes para o caralho porque prefiro pensar pela minha própria cabeça.

publicado por brunomiguel às 22:02 | link do post