Meritocracia na firewall da empresa

Este é mais um motivo que me leva a defender que o acesso à internet dentro de uma empresa deve ser baseado em meritocracia e a lista de endereços barrados deve ser user-based. Cada trabalhador teria privilégios diferentes, de acordo com provas dadas - e definidas conjuntamente entre a empresa e os trabalhadores. Por exemplo, um utilizador que desse provas de utilização com bom-senso poderia aceder ao Twitter, ao passo que outro que mostrasse que andaria o dia inteiro a navegar aleatoriamente e sem produzir um chavo ficaria impossibilitado de aceder a esta rede social, tal como ao Youtube, etc.

Há sempre lontras em qualquer local de trabalho; chicos-espertos, idem aspas. Mas também há pessoas que trabalham e, ao mesmo tempo, sabem ter o bom-senso para navegar quando há essa possibilidade e para não colocar as distracções à frente do trabalho. Então, porque deve o todo ser prejudicado por alguns marmanjos que, seja ali ou noutra empresa qualquer, vão sempre fazer porcaria e trabalhar pouco?

Nesta ideia ainda não muito trabalhada não estão incluídos os trabalhos que necessitam de acesso às redes sociais, por exemplo. Aí, nem se discute o livre acesso a elas.

Compreendo que a Câmara Municipal de Coimbra tenha achado por bem barrar o acesso ao Facebook. Provavelmente, os funcionários, em vez de trabalhar, cultivavam couves amarelas e criavam ovelhas cor-de-rosa. Mas acho que seria mais fácil barrar o acesso a quem gerasse mais tráfego vindo deste site. A não ser que necessitassem de grandes mudanças a nível técnico, porque aí talvez seja mais compensatório (claro que isto é discutível) "fechar a porta de entrada" para o site.

publicado por brunomiguel às 19:15 | link do post | comentar