O Natal não é quando o teu cão quiser

Uma das coisas que mais me faz espécie em Lisboa é a quantidade de presentes caninos que se encontram pela rua. Às tantas, dou por mim aos ziguezagues no passeio só para não ficar com um tom castanho na sola dos ténis. É um bailado de transeunte que faço diariamente.

Porque raio as pessoas não apanham os dejectos dos seus animais é algo que não percebo. Talvez também não os apanhem quando estes se descuidam dentro de casa. Quem sabe, talvez gostem do cheiro, da textura e de pisar a merda. Há gostos para tudo; eu já os vi bem piores.

A culpa, em parte, até pode ser atribuída à falta de parques com locais para os animais defecarem. Por outro lado, há sacos que podem ser usados e, depois de "cheios", depositados num qualquer contentor. E quer-me cá parecer que até um saco de plástico de qualquer hipermercado serve para o efeito.

Talvez eu esteja a deixar-me levar pela minha costela idílica e isto seja, de facto, uma puta de uma trabalheira que eu nem sequer consigo imaginar. Talvez os 12 trabalhos de Hércules sejam coisa de menino quando comparados com a apanha dos dejectos dos animais, na sua grande maioria cães. Talvez isto não mude tão depressa. Ok, não me vou enganar, não muda tão depressa. E enquanto isso não acontecer, lá vou eu andar a desviar-me da merda constantemente.

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publicado por brunomiguel às 19:26 | link do post | comentar