Raios partam a lentidão das urgências

Hoje fui com a minha mãe às urgências. Demos entrada no serviço por volta das 14h, onde apresentámos os cartões de utente. Depois sentámo-nos na sala de espera, que tinha a televisão naquele canal fraquinho chamado TVI (felizmente não estava a dar o programa do Gocha nem o da Júlia Pinheiro) e aguardámos quase meia-hora pela triagem. Nada disto seria anormal, não fosse as poucas pessoas que lá estavam. Quando digo poucas, digo 4 utentes.
Quando finalmente fizemos a triagem, tivemos que esperar mais de uma hora para sermos atendidos - entrámos às 14h e saímos por volta das 16h30m. Durante este tempo todo, eu e a minha mãe reparámos numa coisa (nada) engraçada; depois de atender um paciente, a médica de serviço ficava entre 10 a 25 minutos sem chamar ninguém - yah, dei-me ao trabalho de contar o tempo, enquanto conversava com a minha mãe, que estava claramente incomodada com dores.
Felizmente, tanto eu como a minha velhota (apesar dela ter algumas dores) não tínhamos nada de grave. Mas porra, para quê tanto tempo de espera, se aquilo estava às moscas quando demos entrada?
A minha sorte foi ter levado o meu super ultra mega Nokia 6630, com uns joguitos instalados - bem melhor que qualquer iTelefone. Fartei-me de jogar street soccer, aproveitei para configurar o cliente de email que tinha instalado e, já que estava com a mão na massa, testei a versão mobile do PlanetGeek. O programa já recebe mails e o PlanetGeek aparece todo bonitinho no ecrã do meu Nokia, pimpado com o Opera.
Assim se resume a minha ida secante e desagradável às urgências.