Oh boa, comia-te esse joelho todo!

Não sei se sabem, mas à uns 40/50 anos atrás um homem ficava doido quando via os joelhos a uma mulher. Parece (e é) estranho, mas era uma coisa normal nas aldeias daqueles tempos.
Tanto rapazes como raparigas andavam sempre com montes de roupa vestida; era tanta que podiam muito bem ir viver para os pólos sem passar frio. As moças, para além do vestido de noite (acho que era esse o nome), ainda andavam com uma camisola grossa e, pelo menos, uma saia gigante vestida (digo pelo menos, porque muitas vezes andavam com duas). Os jovens andavam com o belo do par de ceroulas e com um par de calças mais grossas que uma parede (podiam não ter dinheiro para comer, mas não podiam passar sem um bom par de calças grossas).
Enquanto eram jovens, só era permitido aos rapazes mandar uma queca antes do casamento, mas só quando iam à tropa. O responsável do pelotão costumava agarrar neles todos, levava-os às putas e depois ficava a ver, com certeza para satisfazer um qualquer fetiche marado. As raparigas, como em qualquer sociedade que se rege pelos valores cristãos, tinham que esperar pelo casamento para poder provar os prazeres da carne (mas poucas vezes, porque o prazer leva ao inferno), se não eram umas galdérias, umas pêgas, umas pecadoras!
Quando finalmente casavam, era o paraíso para ambos. Os homens podiam apanhar grandes bebedeiras e espancar as mulheres, e estas podiam cozinhar para eles e apreciar uma bela carga de porrada (era a educação daquele tempo). Quanto a sexo, não podia ser melhor. Se fosse um bom casamento, podiam mandar 2 - às vezes 3 - quecas por ano, mas sempre vestidos e com a luz apagada. Não sei como é que eles conseguiam fazer putos assim, por mais voltas que dê à imaginação, mas o certo é que eles tinha quase sempre mais de 4 filhos (será esta a solução para combater a baixa taxa de natalidade em Portugal??). Bem, para quem tinha que trabalhar mais de 12 horas, aquilo não devia ser nada...
Ora, de quem será a culpa destes estranhos hábitos? Da religião, como é óbvio. E não, isto não é a mania de culpar quem está mais próximo, é um facto. O cristianismo (desculpem-me os seus crentes) sempre foi uma grande bosta, que serviu apenas para enriquecer o clero e manipular o povo. Não sei se sabem, mas o casamento só foi permitido pela igreja cristã por volta do século XII, mas só entre pessoas com mais de 11 graus de consanguinidade. Isto é daquelas coisa que não ensinam aos putos na missa, porque não lhes convém; preferem antes mostrar aquela face bonitinha, tipo floribella (pura e inocente) e meter medo aos putos com os castigos de deus. Porque não lhes falam antes da caça às bruxas e aos lobisomens, ou então sobre o consílio (penso que é assim que se chama) realizado para decidir o que ia entrar na bíblia actual. Bem, deixem-me é parar por aqui, se não tenho texto até amanhã.
publicado por brunomiguel às 16:31 | link do post | comentar