Comandante, fascismo digital à vista

Eu já tinha feito, só cá para mim, um pequeno paralelismo - que vale o que vale - entre o Fascismo e as medidas que as fachadas da industria de entretenimento europeias e a própria industria defendem, com base na informação que consegui recolher destas medidas e do sistema político criado por Benito Mussolini. Mas mal eu sabia que o fascismo digital na Europa está mais próximo do que eu pensava. Hoje, o Conselho Europeu achou por bem que os «operadores privados recolham e processem dados e os exonerem das regras de privacidade actuais».

Bem, por um lado, a «resposta gradual» (ninguém me tira da cabeça que ela se devem ao facto da Carla Bruni ser artista) que o presidente francês queria impôr aos europeus praticamente cairam por terra; por outro, o impensável numa democracia aconteceu: a privacidade online das comunicações dos cidadãos está em risco de desaparecer em nome de uma industria que parou em meados da década de 1990 e não quer por nada acordar para a nova realidade. Ainda vou ter um camisa negra a monitorizar tudo o que vejo, não vá eu piratear. Se eles se lembrarem de extender isto, numa de prevenção (ou seja, todos são culpados até prova em contrário), vão abrir as minhas cartas, ouvir as minhas chamadas telefónicas, ler os meus sms... ver tudo o que faço. O primeiro passo está quase a ser dado, basta o Parlamento Europeu aprovar a proposta tal como está.

Para mais informações sobre esta ameaça que paira sobre nós, aconselho a leitura deste artigo publicado no site La Quadrature du Net.

publicado por brunomiguel às 20:26 | link do post | comentar