Manuela Ferreira Palin ataca outra vez

dummiesApesar do que tinha escrito no post anteior, não consegui resistir.

Alguém que diga à Manuela Ferreira Palin que o silêncio, no caso dela, é mesmo de ouro. É que, sempre que abre a boca, sai algo muito infeliz. Desta vez, no final de um almoço promovido pela Câmara do Comércio Luso-Americana, disse: «E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia».

Ao ritmo que está a ir, não sei onde isto vai parar. Quando ela disse que não deviam ser os media a escolher o que devia ser notícia, eu preferi ver a coisa por uma lado mais positivo em vez de pensar que a ideia da censura lhe agrada. Antes disso, quando afirmou que a construção do novo aeroporto de Lisboa só baixaria o desemprego na Ucrânia, eu optei por ver isso como uma crítica à mão-de-obra ilegal - e explorada - em Portugal. Mas agora vejo nela a Palin portuguesa: abre a boca, sai disparate.

É verdade que estas declarações são muito infelizes e talvez eu esteja a exagerar quando lhe chamo, em tom de brincadeira, Manuela Ferreira Palin, mas mais uma vez acho que ela escolheu mal as palavras para fazer uma crítica que até pode ter razão de ser - uma ironia que lhe saiu mal. Sejamos sinceros: quem é que nos últimos dois anos não pensou que o país parece uma república das (ou dos, se quiserem) bananas? Reformas do sistema de saúde, a avaliação dos professores, o Estatuto do Aluno... a lista continua. Eu acho que ela estava a tecer uma crítica (com ou sem razão, não interessa para o caso), em forma de (infeliz) ironia, a estas situações.

Quem ganha com isto é o PS. Mesmo com a contestação que tem sentido, ninguém vai ver neste PSD uma alternativa viável ao PS. Temos outros partidos, mas eles sofrem de clubismo, e são poucas as pessoas que gostam dos clubes pequenos. Ainda vamos acabar por ter que gramar com mais quatro anos de Sócrates & Companhia, tudo porque Manuela Ferreira Leite não sabe escolher melhor as palavras. Se eu fosse militante do partido, aproveitava o natal para lhe oferecer o livro que aparece na imagem.

publicado por brunomiguel às 00:16 | link do post | comentar