Mas não eramos todos iguais aos olhos de deus?

Atentem no seguinte parágrafo de uma notícia da Agência Lusa publicada no site da RTP:

Em declarações à Rádio Renascença, reproduzidas no programa informativo "Edição da Noite", D. José Policarpo sustentou, quando confrontado sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que "o que está em questão é o romper, o quebrar da concepção profunda da família.

Mas que concepção profunda da família? Se isso existisse, todas as mulheres estavam confinadas à casa, que nem escravas, levavam valentes sovas dos maridos e os filhos eram violados pelo padre da zona.
Estas infelizes palavras deste tal de D. José Pelicarpo não são uma defesa de ideologia, são uma alarvidade de todo o tamanho vomitada sem ter sido pensada primeiro.

Esta é mais uma razão, a juntar a tantas outras, para eu não gostar de religião. A diferença não é bem vista e todos têm que se reger por uma série de valores pré-definidos, sabe-se lá por quem, mesmo que não concordem com eles ou que eles não tenham uma ponta de nexo. E ainda por cima esquecem-se dos seus próprios valores quando lhes convém. Não eram eles que diziam que as pessoas são todas iguais aos olhos de deus? Há igualdade e igualdade, não é?

publicado por brunomiguel às 14:53 | link do post | comentar