Porreiro, mas nem tanto

Eu sou um tipo porreiro. Quer dizer, acho que sou um tipo porreiro. Melhor, gosto de pensar que sou um tipo porreiro e gosto de viver nessa ilusão. Mas a porreirice (isto é uma palavra??), mesmo ilusória, tem limites. Depois de mais de dois anos sem dizer nada e sem retribuir algumas tentativas de contactos, que se responde a alguém que nos vê online numa rede de mensagens instantâneas e pergunta «ha k sec. k nao disses nada!!! ainda te lembras de mim?»?

Pá, depois ter tentado contactar com esta pessoa - com quem tinha uma relação de amizade - algumas vezes, tendo mesmo chegado a deslocar-me à área de residência desta pessoa para "bater com a porta na cara" e saber que ela se está a fazer de desaparecida (há sempre alguém que se descai), dá vontade de responder algumas coisas desagradáveis. É por estas e por outras que estou a pensar em deixar de vez as mensagens instantâneas - pelo menos a rede MSN Messenger. Jabber para coisas rápidas e email para tudo o resto, chega muito bem. Assim, evitam-se estes momentos estranhos e as perdas de tempo e conversas da treta habituais das mensagens instantâneas, quando estas ocorrem a um nível pessoal.

Como disse certo dia o melhor blogger do mundo (eu): «as amizades vão e vêm, mas a idiotice acompanha-nos ao longo da vida». Podem usar este meu pensamento genial sob a licença Creative Commons 2.5 by-sa.

Por falar em pensamentos geniais, nos últimos dias tenho pensado em criar um blog onde possa despejar todos os meus pequenos e frequentes momentos de demência. Só ainda não o fiz porque esse blog seria demasiado pessoal e não sei até que ponto isso será uma coisa positiva. Que acham? Devemos apostar sem receios num blog de índole bastante pessoal ou é melhor manter a coisa um pouco "fria"?