Falta de civismo no ciclismo

Nas provas de ciclismo devia ser obrigatória uma distância mínima de 5 metros entre o público e o percurso, porque há sempre um grupo de idiotas, no meio da estrada, a dificultar a passagem dos ciclistas. Esta distância mínima já é obrigatória, se não estou em erro, no Rally, por razões de segurança do público. Mas, no ciclismo, quem precisa de segurança são os ciclistas.

Ainda à pouco, quando via o resumo do percurso de ontem, reparei num grupo relativamente grande de pessoas paradas no meio da estrada, perto da meta, a obrigar os ciclistas a quase serpentear entre elas. À dias, um miúdo, armado em campeão, abriu os braços quando uma moto de reportagem passou e deu uma cacetada num ciclista; por pouco, o ciclista não caiu. Durante vários anos, cheguei a ver pessoas mandar água, com uma mangueira, para cima dos ciclistas (devia ser para escorregarem melhor no alcatrão).

As barreiras de protecção actuais - como aquelas que se vêm na zona da meta -, infelizmente, não são suficientes porque estes anormais esticam os braços e obrigam os ciclistas a fazer desvios arriscados. Basta ver uma chegada à meta para ver que os ciclistas, muito frequentemente, têm que se desviar dos braços do bando de idiotas que lhes querem tocar. Várias dezenas, talvez centenas, de braços a passar o gradeamento das barreiras que nem esfomeados à espera de receber comida.

A falta de civismo e bom senso dos portugueses parece não conhecer limites. A continuar assim, não há-de faltar muito até um ciclista ter que (novamente??) abandonar a Volta a Portugal por causa de um idiota que fez o fez dar uma queda que o lixou todo.

publicado por brunomiguel às 00:15 | link do post