Tripla maçã

elisha cuthbert

Se não fosse o João Matos, eu nem me tinha apercebido que o podcast Triplo Expresso já tinha novo episódio. Não é podcast que eu siga com particular atenção ou que me desperte algum interesse, mas gosto de saber quais os temas escolhidos e como são abordados.

O terceiro programa, que na realidade é o quarto, é - ou devia ser - sobre Netbooks. Como o João Matos escreveu, cinco minutos após o início do podcast a única menção que há aos Netbooks é quando dizem qual é o tema do programa; de resto, é a normal promoção à Apple - e com algumas pequenas coisas fora deste universo lá pelo meio. Nem 20 minutos após o início do Podcast se ouve algo sobre Netbooks; é Apple para aqui, Apple para ali, Steve Jobs para acolá... Só aos 24 minutos é que começam a fazer dos Netbooks, e mesmo aí não conseguem deixar de por a Apple no meio. Irra!

Falem da Apple à vontade - cada um com o seu mal! Só não se apresentem como um «magazine aúdio* sobre computadores, internet e cybercultura», porque não o são. Eh pá, assim estão a enganar as pessoas. Não tenham vergonha de se assumir como um «magazine áudio sobre [de promoção] a Apple e com algumas coisas sobre internet e cybercultura lá pelo meio».

Qual é o problema?! Vocês têm vergonha de se assumir pelo que são? Eu não tenho problemas em assumir que sou um fanboy do software livre e dos direitos dos utilizadores na informática. E também sou um fanboy dos direitos dos cidadãos, da democracia e da liberdade individual e colectiva. Mais, sou um fanboy da Elisha Cuthbert.

Pá, mudem lá a vossa discrição, para que as pessoas não se sintam enganadas - eu senti-me, porque estava mesmo à espera de um podcast sobre internet e cybercultura, e acabei por ouvir uma promoção nada subtil à Apple. E parem lá de idolatrar o Steve Jobs; isso é sinal de uma saúde mental potencialmente débil.

*escreve-se áudio e não aúdio. é outra coisa a corrigir. :)

publicado por brunomiguel às 17:48 | link do post | comentar