Projecto GNU/Irmão

Como as coisas mudam. Andei tanto tempo a tentar convencer o meu irmão a instalar uma distribuição de GNU/Linux e ele nunca quis; dizia que queria jogar e o Fifa e outros jogos não correm neste sistema operativo. Eu fartava-me de lhe dizer que ele podia ter um dual-boot, mas nem assim.

Até que, ontem, o processador dele começa a trabalhar incessantemente sem razão aparente. Ele pediu-me um anti-spyware e eu levei-lhe o CD do Ubuntu, o único CD que tinha gravado. Ele não quis e lá tive que lhe procurar uma aplicação para ele correr. Saquei um anti-spyware qualquer do baixaki.com.br - acho que foi o SpyBot -, ele instalou-o, executou-o e, sempre que se fazia um scan, o programa detectava algumas coisas habituais de Windows.

Achámos estranho a aplicação estar sempre a detectar ficheiros maliciosos. Então, ele abriu o gestor de processos e vimos um IEXPLORE.EXE e mais uns processos com uns nomes esquisitos como o raio (Q3Fcyu9xv.exe e outros do género). Isto confirmou que era infecção de uma merda qualquer - e quem diz uma, diz duas ou mais. Desanimado por ter que voltar a instalar o Windows, ele pediu-me o CD do Ubuntu para experimentar aquilo numa sessão live.

O Ubuntu ainda demorou uns 5 minutos a iniciar sessão, mas ele não stressou porque estava admirado com a possibilidade de poder usar o sistema directamente a partir do CD. Depois da sessão iniciada, disse-lhe onde estava o Firefox e o cliente de mensagens instantâneas, Pidgin. Assim que ele correu o Pidgin e viu que as janelas de conversação estão organizadas tabs, pediu-me para instalar o Ubuntu. Só isso bastou.

Eu fiquei com um sorriso de orelha a orelha e iniciei a instalação. Mas, de repente, ele diz que vai reinstalar primeiro o Windows por causa de alguns jogos. Demorámos quase uma hora a instalar o Windows e, assim que acabou, reiniciou-se o portátil e instalámos o Ubuntu. Depois do Ubuntu instalado, rendeu-se às áreas de trabalho virtuais e já anda a explorar o sistema.

Ele não é nenhum geek, novo ou velho, e já se está a orientar bastante bem com o desktop - eu diria mesmo que ele já está à vontade com o Gnome. Talvez aquilo não seja tão complicado como algumas pessoas dizem, porque a ele bastou-lhe olhar para o que aparece no ecrã para saber o que cada coisa do desktop faz.