Policia britânica processada por ter música a tocar nas esquadras

No que toca a leis ridículas e à perseguição desenfreada da ameaça sombra que só existe na própria cabeça, poucas diferenças há entre os Estados Unidos e o Reino Unido. Bem, eles são farinha do mesmo saco, ou não tivesse os Estados Unidos sido uma colónia britânica.
Por isso, não é de admirar que a Performing Rights Society (PRS) tenha acusado a polícia de Lancashire de infracção dos direitos de autor, por ter, sem licença, música a tocar na esquadra, ginásios, apresentações, festas e no serviço de espera de chamadas. Esta associação afirma que (atenção, vem aí uma das maiores idiotices de que há memória. sentem-se, porque poderão cair no chão, de tanto rir) toda a música que seja audível por outros equivale a uma actuação pública, o que obriga ao pagamento de uma licença.
Esta não é a primeira - e dificilmente será a última - esquadra a ser alvo das acusações da PRS. Um pouco por todo o Reino Unido, várias esquadras têm cedido às acusações (chantagem?!) desta associação e têm pago os royalties que advêm dos outros ouvirem a música que só nós deviamos poder ouvir. Malditos ouvidos; deviam ser proibidos e arrancados à força!
O Capitão Gancho... Perdão, o Chefe da Polícia inglesa e a própria polícia, devido à não cedência desta e de outras dez esquadras, enfrentam agora uma acusação e um pedido de indemnização por terem defraudado a indústria musical - aquele que é, ao que parece, um dos orgãos de soberania máxima dos países ditos civilizados.

No serviço de espera de chamadas, tem lógica, se a música não tiver sido disponibilizada em termos que permitam a sua execução livremente. Mas ser acusado de defraudar a indústria musical por ouvir rádio nas esquadras?!

via Arstechnica e Torrent Freak