Professores Tatuagem

zen
Quem de nós não teve um ou mais professores que nos marcaram e contribuíram para o que somos hoje?! Acho que todos. Eu, ao longo da minha "carreira" estudantil, tive dois: um de filosofia, no 10º ano, e um de ciências de comunicação, no primeiro e segundo anos do curso profissional que fiz.
O primeiro que referi, o professor de filosofia, fez-me ver as coisas de outra maneira. Não me recordo das feições dele, nem sequer do nome (problemas de memória), mas ficou-me na cabeça a fisionomia larga dele e a crítica à religião. Foi por causa dele que eu comecei a cortar de vez na religião; ele abriu-me os olhos em relação ao cristianismo. Já quando era miúdo, algumas coisas que aprendia na catequese faziam-me confusão, do tipo: deus quer a paz no mundo, mas mandou não sei quem combater por ele - aposto que os combates não foram feitos com baralhos de cartas nem espadas de plástico; deve ter havido muito sangue e muita tripa a voar. Este professor conseguir conciliar a matéria com um olhar crítico à religião e, ao mesmo tempo, obrigava-nos a pensar por nós próprios e a desafiar o que ele dizia.
O segundo professor, a quem chamámos de Mestre, já faleceu. Este professor era gago fartava-se de falar (parecia uma matraca), mas sabia sempre o que dizia, e quando não sabia muito sobre um determinado assunto, não tinha problema nenhum em dizer "Não sei nada sobre isso". O lixado é que ele sabia muito sobre muita coisa. Imaginem o que era ouvi-lo uma hora a falar, sempre a gaguejar; partia-mo-nos a rir e, ao mesmo tempo, ficávamos de queixo caído com tudo o que ele sabia. Foi este professor que contribuiu para o meu aumento no consumo de café; boa parte das aulas dele duravam o tempo suficiente para os corredores da escola ficarem vazios (normalmente 10/15 minutos), depois disso, lá íamos nós tomar café e "socializar". Bons tempos.
Foram estes os meus dois professores tatuagem. Qual foi ou foram os vossos?