Estados Unidos com Nelson Mandela na lista de terroristas

achmed the dead terroristNelson Mandela, vencedor de um prémio Nobel da Paz, ex-presidente da África do Sul e conhecido opositor do apartheid, foi retido num aeroporto americano por estar sinalizado pelas autoridades deste país como terrorista.
Esta situação ocorreu aquando de uma visita de Nelson Mandela aos Estados Unidos da América, para visitar um primo que estava a morrer. O Nobel da Paz ficou retido no aeroporto e quando finalmente recebeu autorização para visitar o primo, já este tinha morrido.
Para além de Nelson Mandela, outros membros do African National Congress (ANC), uma organização que lutou contra o apartheid, estão sinalizados como terroristas.

Caricato, no mínimo, não? Não sei porquê, parece-me que esta não será a última situação do género, por causa desta caça às al-mohamed-bin-*-bruxas.
Por falar em caça às bruxas, deixo um pequeno extracto de um artigo que li hoje, chamado «The Rise of The Rest», onde o autor menciona que, ao contrário do que dizem, a violência tem diminuido desde a década de 1950 e que a ameaça terrorista não é tão ameaça quanto os políticos e comunicação social nos dizem.

We are told that we live in dark, dangerous times. Terrorism, rogue states, nuclear proliferation, financial panics, recession, outsourcing, and illegal immigrants all loom large in the national discourse. Al Qaeda, Iran, North Korea, China, Russia are all threats in some way or another. But just how violent is today's world, really?

A team of scholars at the University of Maryland has been tracking deaths caused by organized violence. Their data show that wars of all kinds have been declining since the mid-1980s and that we are now at the lowest levels of global violence since the 1950s. Deaths from terrorism are reported to have risen in recent years. But on closer examination, 80 percent of those casualties come from Afghanistan and Iraq, which are really war zones with ongoing insurgencies—and the overall numbers remain small. Looking at the evidence, Harvard's polymath professor Steven Pinker has ventured to speculate that we are probably living "in the most peaceful time of our species' existence."

As coisas que a desinformação, propositada ou apenas acidental, pode fazer, principalmente num mundo em que a informação chega a qualquer parte do globo em tempo real e que adora desastres, escândalos, mortes - enfim, sensacionalismo / drama barato.
Bem, mas o artigo não fala só disso. O grande tema é a mudança económica mundial, vista do pontos de vista económico, político e social. Uma leitura interessante.

Fonte: USAToday, via BoingBoing.net
publicado por brunomiguel às 16:47 | link do post | comentar