Professora americana despedida por defender as suas crenças

tic tacNão andam com turbantes e cintos de bombas (esta é a ideia que as pessoas geralmente têm dos terroristas e não a minha), mas não é por isso que deixam de ser fanáticos perigosos. Estou a falar dos americanos.

Wendy Gonaver, uma professora americana de 38 anos, perdeu o seu emprego na Cal State Fullerton um dia antes do início das aulas por não ter assinado um juramento de lealdade. Neste juramento, as pessoas comprometem-se a defender a constituição dos Estados Unidos da América de todos os inimigos, domésticos ou estrangeiros.
Curiosamente, este juramento de protecção parece ser legal e obrigatório. Mas Wendy não disse que não o assinaria; ela fez questão de frisar que o assinaria, mas apenas se ela podesse adicionar uma nota a dizer que é pacifista. Só que acabou despedida, tal como já tinha acontecido com outra professora da mesma instituição, que adicionou a palavra "nonviolent" no juramento.
Um representante da Californa State University pronunciou-se sobre este caso e afirma que não houve qualquer discriminação para com Wendy, uma vez que todos os colaboradores são obrigados, por lei, a assinar o juramento. E talvez não haja discriminação, mas apenas o cumprimento de uma lei estúpida aprovada em 1952, cujo objectivo era tirar todos os comunistas - ou suspeitos de comunismo - dos cargos públicos.

Tic, tac, tic, tac. A contagem decrescente para o fim dos EUA continua.

Fonte: LATimes, via Neatorama.com
Nota: a imagem deste post é da autoria de ppdigital
publicado por brunomiguel às 15:41 | link do post | comentar