O que é um browser perigoso?

Eu sempre me debati com esta questão. Já quando tinha os meus três anos, eu fazia esta pergunta aos meus pais. Até hoje, ainda só tive conhecimento de um destes browsers: não me recordo o nome, apenas que era o Internet Explorer com uma cara diferente e que deixava os computadores cheios de malware, apesar do criador do tema dizer que era um browser criado de raiz e que não infectava nenhum sistema.
Esta mesma dúvida parece existir num colaborador da Exame Informática. No artigo “Pagamentos na Internet”, o subtítulo é «Paypal vai bloquear browsers perigosos» e o lead «Numa tentativa de evitar ataques de phishing, os administradores do Paypal avisam que vão bloquear os pagamentos em páginas vistas através de browsers não seguros.». Serei só eu ou o subtítulo e o lead dizem coisas um pouco diferentes?
Eu já tinha lido algumas notícias sobre esta decisão do Paypal à uns dias - um dos sites onde a li, se não me engano, foi Ars Technica. Tanto na Exame Informática como no Ars Technica, a essência das notícias é a mesma. Mas a primeira comete um erro, ao dizer que o «Paypal vai bloquear browsers perigosos». Como é dito mais à frente no artigo desta revista portuguesa, o que o Paypal vai realmente fazer é bloquear o acesso a browsers mais antigos, numa tentativa de baixar o número de ataques de phishing.
Eu não sei se haverá alguma intencionalidade deste erro para dar drama à notícia. O mais certo é ser apenas um erro de quem escreveu o texto. Estas coisas acontecem; se até eu erro de vez em quando... O problema poderá ser o possível não reconhecimento e correcção desse erro.
Eu, no artigo da Exame Informática, trocaria «perigosos» por «antigos» ou «inseguros».

Sem dúvida que existem browsers perigosos. Um browser não é mais que uma aplicação para ver páginas web, normalmente por HTTP. E, assim como existem muitas aplicações perigosas ou potencialmente perigosas, também existem browsers perigosos ou potencialmente perigosos (não sei porquê, mas sempre que penso em browser perigoso, a primeira coisa que me vem à cabeça é o Internet Explorer, vá-se lá saber porquê). Mas o que está aqui em causa não são os browsers perigosos, mas os browsers antigos, que têm várias falhas de segurança e poderão ser uma potencial fonte de problemas para os utilizadores. No máximo, talvez se possam incluir no grupo de aplicações potencialmente perigosas, mas apenas por serem facilmente exploráveis.

Como disse Alexander Pope em "An Essay on Criticism": «Quem pensa ver algo sem falhas / pensa naquilo que nunca existiu, que não existe, e que nunca existirá ». Resumindo: «Shit Happens!».
publicado por brunomiguel às 17:08 | link do post | comentar