Um ano, mais dia menos dia, de GNU/Linux

Faz mais ou menos um ano que me iniciei nestas coisas do GNU/Linux. A data precisa não sei; sei apenas que foi entre os finais de Fevereiro e meados de Março de 2007.
O facto de não saber a data tem uma explicação simples: eu tenho um problema do caraças em memorizar datas (aniversários incluídos). Acho que até era por isto que as minhas notas a História nunca eram grande coisa...

A minha primeira distribuição de GNU/Linux foi o Ubuntu. Esta escolha deveu-se, não ao facto de ser a distro da moda na altura, mas por ter uma comunidade grande, da qual faz parte uma excelente comunidade portuguesa.
Esta foi a grande razão para a ter escolhido, pois estava a iniciar-me nisto e precisava de um local onde encontrar ajuda sem ter que perder muito tempo com pesquisas.

Quando instalei o Ubuntu, fiquei com um dual-boot com Windows XP, porque não sabia se acabaria mesmo por ficar ou não com este sistema operativo novo para mim.
Na primeira semana de Ubuntu, andei a explorar o Gnome e a tentar conhecer os cantos à casa: instalei temas e ícones, alterei wallpapers, configurei algumas aplicações, travei amizade com o synaptic, vi algumas das ferramentas administrativas. Poucas foram as vezes - quatro, se tantas - que iniciei sessão em Windows.
Na segunda semana, voltei a explorar o sistema e fiz uma configuração mais abrangente dele. Li vários tutoriais e, com os conhecimentos da altura, adaptei o sistema às minhas necessidades e gosto. No final desta segunda semana de utilização, praticamente sem ter utilizado o XP, removi a partição com Windows, por não ver razões para manter um sistema mau quando já tinha um sistema operativo decente.

Eu sei que o Ubuntu está longe de ser perfeito. Mas o XP... Yuk! Durante os três/quatro meses que utilizei o Ubuntu, só fiz uma reinstalação - que nem foi bem reinstalação, já que foi apenas a instalação da nova versão da distribuição. Não notei degradação de performance, não tive os anti-tudo-e-mais-alguma-coisa a "comer-me" boa parte dos recursos do computador e não tive problemas ficheiros que, do nada, ficam corrompidos.
E depois há a questão do software. A grande maioria das aplicações que precisava - mais de 95% delas - estavam acessíveis via Synaptic. Não podia ser mais prático.

Hoje, sou um feliz utilizador do Debian GNU/Linux. Como o Ubuntu, está longe de ser perfeito, mas oferece-me a estabilidade e segurança que eu nunca tive com as várias versões de Windows que utilizei - e eu nem estou a utilizar a versão estável da distribuição, estou com a versão testing. Eu sei que isto soa a chavão, e é um chavão, mas também é verdade.
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publicado por brunomiguel às 12:55 | link do post