Ontem bebi duas cervejas!

cerveja
Ontem foi um dia atarefado! Andei a ajudar os velhos na construção do anexo da casa e nem tive tempo para me pôr a par das novidades e das minhas feeds. À pala disso, já tenho mais de mil e quinhentos artigos para ler.
Entre o acartar as tijoleiras, tive tempo para beber duas cervejas - uma Superbock Abadia e uma Superbock normal. Isto pode não parecer nada de anormal para vocês, mas para mim é. Raramente bebo uma cerveja, quanto mais duas no mesmo dia. Posso dizer que me souberam "às passas"; já tinha saudades de sentir o agradável sabor de uma Superbock.
Os meus tempos de cerveja já lá vão há muito tempo. Quando era "menino e moço" (entre os 14 e 17 anos), bebia cerveja quase como bebia água (para não falar nas misturas malucas que fazia com todas as bebidas a que metia a mão). Ao início andava sempre torto, mas com o evoluir e a regularidade do consumo, acabei por ficar apenas desinibido e um autêntico tagarela; se bebe-se 6/7 cervejas, começava a despejar conversa quem nem um doido e se mais me dessem, mais eu falava (era capaz de estar quatro horas a divagar sobre tudo e mais alguma coisa que me viesse à cabeça).
Mas, a uma dada altura, decidi deixar de beber e estive assim durante um ano e pouco. No final desse tempo, voltei a beber, mas já só bebia uma imperial de quando em vez. Agora, só bebo uma "quando o rei faz anos".
Eu culpo a sociedade e a pressão de grupo pelo meu consumo ligeiramente exagerado de álcool durante a minha adolescência. Na escola não somos ensinados a lidar com a pressão de grupo e os nossos pais, se for preciso, nem sabem o que isso é. A pressão de grupo, enquanto somos jovens, leva-nos a cometer exageros e um exemplo disso é eu ter chegado a ouvir a Rádio Cidade.
Beber com moderação é bom, mas não é bom é andar nas obras. Puta que pariu, aquilo lixa o corpo todo - ainda estou com dores nas costas e nos pés, e cheira-me que hoje vou andar todo dorido. Mas, mesmo com dores, devo ter que andar a acartar baldes de massa. Detesto acartar baldes de massa e detesto obras. Gostava de ter uma palavrinha com o esperto que inventou as casas e mostrar-lhe com quantos paus se faz uma canoa. Aposto que esse malandro nunca teve que andar a sujar-se todo com cimento, areia, pó, terra e mais porcarias. Não estávamos tão bem em cavernas?! Até eram mais arejadas e tudo, caramba.
Bem, mas o mundo não é perfeito e lá temos que andar nesta vida. É no que dá estar desempregado. Se tivesse um emprego, não tinha que andar nesta vida desgraçada. Não há por aí ninguém que me queira dar um emprego bem pago e com muitas regalias?
publicado por brunomiguel às 01:04 | link do post | comentar