Informação personalizada: uma nova tendência na internet?

conteúdos personalização internet notícias informaçãoO ReadWriteWeb publicou um artigo que me chamou a atenção por causa do título: Tiinker is the Anti-Digg. Como eu não gosto do Digg e da comunidade de abutres que se criou à volta do serviço, fiquei com especial interesse no dito artigo.

Este tal Anti-Digg é um agregador de notícias inteligente (um pouco semelhante ao Newser) criado na Austrália. Em vez de apresentar apenas as notícias mais recentes e as mais votadas pelos utilizadores, o serviço parte correctamente do princípio que cada utilizador é diferente e tem gostos diferentes, por isso apresenta a cada utilizador as notícias que estão de acordo com os seus interesses individuais. É como se alguém filtrasse as notícias e nos apresentasse apenas as que nos interessam.

Para conseguir apresentar as notícias que poderão ser de maior interesse para cada utilizador, é usada a classificação que o próprio utilizador dá a cada artigo (thumbs up ou thumbs down), as notícias clicadas, as notícias semelhantes às clicadas e classificadas, a data da sua publicação, o local onde ocorreram, em que país foram publicadas, o assunto e mais uns quantos factores de referência. Tudo isto contribui para que o serviço saiba o que interessa, o quanto interessa, e o que não interessa.

Esta personalização dos conteúdos consoante as preferências de cada utilizador é interessante, porque nem todos gostamos do mesmo e, por vezes, preferimos saltar o que não interessa. Mas, por outro lado, as pessoas têm gostos variados, e nalguns dias os tópicos que normalmente são relegados para segundo plano são prioridade. Por isso, parece-me que este tipo de personalização, em certas situações, pode não funcionar tão bem quanto isso.

Eu, por exemplo, tenho dias em que os assuntos que normalmente me interessam são, pura e simplesmente, postos de lado; dando maior importância aos temas que normalmente estão em segundo ou terceiro plano. Só que isto acontece esporadicamente. Como irá este e outros serviços conseguir lidar com isto? E como irão eles conseguir lidar com o meu vasto leque de interesses, que vão da psicologia à tecnologia, da ciência à música, da literatura à política, da exploração espacial ao tratamento de bonsai, com cada um deles com vários sub-interesses, com uns a interessar-me mais que outros ou mesmo a não interessar nada?

Seria um milagre se estes serviços acertassem sempre no que queremos ler. Mas parece-me que serão, em várias situações, propícios à mostragem de conteúdos que não interessam de momento a um utilizador. Apesar disso, é uma boa forma de aceder a conteúdos que interessam, sem que seja necessário fazer uma filtragem.

Eu vou, com certeza, aliá-los ao meu gosto pela filtragem de assuntos, porque gosto de aceder rapidamente ao que me interessa e também de descobrir tópicos novos. (Conhecimento é poder, meus amigos.)

Fotografia da autoria de GMr BrussUillis, publicada sob a licença Creative Commons 2.0.
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publicado por brunomiguel às 15:17 | link do post | comentar