Eu sou genial e sei divagar melhor que vocês!

A minha genialidade não conhece limites. É como a corrupção e as dívidas em Portugal: a cada dia que passa, ela aumenta quase 2x (número irreal). Um dia destes, a minha genialidade cresce tanto que transborda para fora. Prova desta minha genial genialidade é o pequeno pensamento que tive enquanto tomava banho e divagava por uma panóplia de assuntos que quase não tinham relação entre si - nalguns casos, não tinham mesmo qualquer relação.

Estava eu a tomar banho descansado da vida e a pensar num post que escrevi no Webtuga sobre a possibilidade da Nokia fazer uma parceria com o Facebook, quando comecei a divagar pelo fanatismo dos fanboys extremistas da Apple que, nas tecnologias, são os que conheço que mais se conseguem aproximar dos fanáticos do futebol. (só lhes falta a maça dourada)

Mas, às tantas, lembrei-me do seguinte, a propósito da reforma da saúde: "os portugueses fogem da mudança como fogem dos cobradores de dívidas". E isto não podia ser mais verdade - com as devidas excepções, claro. Em Portugal, as pessoas têm uma aversão à mudança, a não ser que chama um aumento do salário ou baixa de impostos e, mesmo assim, às vezes reclamam. É como mais esta alteração à idade da reforma: quando passou para os 65 anos, reclamaram porque diziam que as pessoas com essa idade ainda estavam aptas para trabalhar; agora que a idade da reforma aumentou para os 68, reclamam porque acham que, nessa idade, as pessoas já não estão podem trabalhar. Em que é que ficamos, meus amigos?

Não me perguntem como é que passei do fanatismo para a reforma da saúde, porque eu não faço a mínima. Quando começo a divagar, consigo mudar de assuntos que não têm nada a ver um com o outro com uma facilidade do caraças, e ainda consigo encontrar relação neles. Sou um génio!

Esta pequena prova de genialidade veio a propósito da reforma que o sistema de saúde está a ter, assunto que me ocupava a cabeça nessa altura. Esta reforma, a meu ver, é boa - claro que não é perfeita -, mas está a ser muito mal aplicada, como é habitual por cá. Talvez seja por isso que o Primeiro Ministro não se preocupa com a possibilidade de um atentado terrorista. Com as coisas que se têm passado por cá, um gajo com um cinto de bombas rebentar um edifício é como um puto atirar uma pedra a uma parede.

Voltando ao assunto. Este meu genial pensamento vai entrar para os anais da história, tanto por ser uma verdade inabalável, como por ser meu e eu ser genial. Assim se faz história, meus amigos!
publicado por brunomiguel às 17:26 | link do post | comentar