Fecha-te, sésamo

Eu já tenho uma opinião mais ou menos formada em relação ao fecho de algumas urgências: acredito que, em alguns casos, esse fecho se justifica, mas tenho dificuldades em acreditar que isso seja necessário em tantos casos. Por isso, enquanto preparava dois capuccino, resolvi ver um pouco do Prós e Contras para ouvir alguns argumentos dos dois lados da "discussão".
Confesso que achei interessante (e errado) um dos argumentos proferido por um dos convidados (aquele que estava ao lado do Ministro da Saúde): ele, para defender esta escolha do governo, diz que um acidentado, se for ao centro de saúde, é recambiado para um hospital.
O errado nisto é que um acidentado não vai ao centro de saúde - a não ser que seja para lá levado por um familiar ou alguém que passe e o socorra - vai directamente ao hospital.
Outro argumento foi: se tiver um acidente à beira de um centro de saúde, só leva soro nesse centro de saúde e depois vai para o hospital.
Eu acho isso óptimo, porque ele, se tivesse o tal acidente longe do centro de saúde, não receberia cuidados básicos enquanto aguardava pela chegada da ambulância.

Vi pouco do debate, mas parece-me que, uma vez que defendem o fecho de algumas urgências, seria bom que dessem argumentos com pés e cabeça e não tentassem justificar esse fecho com coisas parvas e raciocínios deturpados. Não que esteja contra a reforma, apenas acho que ela foi feita à pressa e foi muito mal pensada, não dando tempo para os hospitais, centros de saúde e localidades se prepararem. E nem culpo o Ministro da Saúde por isto; ele só está a cumprir ordens.
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publicado por brunomiguel às 23:59 | link do post | comentar