Eu e a religião

stringed up
«stringed up», por [phil_h], sob uma licença cc-by-nc-nd-2.0

Quem me conhece sabe que tenho desprezo por religião, seja ela qual for. Antes que comecem a preparar-se para me insultar, saibam que eu distingo entre religião e crenças; para mim, os dois conceitos não são a mesma coisa – o segundo não precisa do primeiro para nada e o primeiro está totalmente dependente do segundo.
Eu passo a explicar.
Apesar de não perceber como e porque razão as pessoas acreditam na existência de um ou mais deuses – isso, para mim, não é lógico e racional –, tenho o maior respeito que me é possível ter pelas crenças religiosas. É um pouco como algumas pessoas gostarem de determinado alimento e eu não: não me afecta, não tenho nada contra, só não é para mim.
Eu próprio sou crente. Quer dizer, não é bem uma crença, e muito menos sou crente nisto. Desde muito novo, tipo 8 anos, que sou um fã de ficção científica e mais ou menos desde essa idade que acredito na possibilidade de haver vida fora do nosso planeta. Inicialmente, acreditava nos ETs verdes com grandes olhos esbugalhados. Entretanto, fui crescendo e ganhando uma atitude mais ou menos pragmática. Hoje, a possibilidade de existir vida noutros planetas parece-me forte, mas não dou totais garantias disso, e muito menos acredito que são os ETs dos ficheiros secretos – no máximo, organismos multicelulares não muito complexos.
Com a religião, a história é diferente. Eu defendo que a religião deve ser criminalizada. A religião é um parasita que se usa as crenças religiosas das pessoas para as explorar; para lhes dizer o que pensar, o que dizer, o que fazer e quando fazer; para lhes ditar a vida. A religião é uma praga que ataca o pensamento livre e a livre vontade. É um flagelo e talvez uma das mais antigas e execráveis formas de ditadura.
A religião, por si só, não faz mal. O problema é que ela nunca está só: há sempre alguém a usá-la para ditar a vida dos outros.

Esta é a explicação mais rápida que tenho para esta minha... quezília (ou o que lhe quiserem chamar) com a religião. Qualquer dúvida ou crítica não-insultuosa pode ser deixada nos comentários.

publicado por brunomiguel às 22:38 | link do post | comentar | ver comentários (11)