Terça-feira, 29.04.08

Microsoft: a arte de espiar e fornecer dos dados recolhidos a terceiros

espiarQuem gosta e dá valor à privacidade? Vocês não sei, mas eu adoro da minha privacidade e dou-lhe muito valor. Essa é uma das razões para não usar software da Microsoft: detesto ser espiado e reajo muito mal a isso, mesmo quando é o meu irmão a tentar micar qualquer coisa.
Imaginem que instalam uma aplicação da Microsoft e que ela envia informações para a nave mãe. Não é difícil imaginar: só têm que utilizar o Windows Vista e vão estar nessa situação. Mas este não é o único produto desta empresa que pensa que é um James Bond. O Malicious Software Removal, uma ferramenta da Microsoft para remover malware dos computadores com Windows, é outro destes produtos 007. Para além da remoção de algumas maleitas digitais, esta ferramenta recolhe informações sobre o vosso computador, que agora serão usadas pela Microsoft para uma suposta aplicação que visa atacar as botnets e que permitirá às forças de segurança ter uma ideia dos dados dos utilizadores da Microsoft - ou seja, permitirá às forças policiais ter acesso aos dados recolhidos do vosso computador pelo Malicious Software Removal.
Mesmo que esta aplicação recolha apenas dados sobre malware, algo que não iremos saber, uma vez que o código não é disponibilizado, não dá o direito à Microsoft de vos espiar, nem que seja para alegadamente combater as botnets. Só que, ao instalarem essa aplicação, o mais certo é estarem a dar autorização à Microsoft para fazer isso, porque quase de certeza isso é contemplado no EULA (End User License Agreement).
Num dos posts anteriores eu mencionei, de forma rápida, um artigo publicado no Linuxjournal.com. Neste artigo, o autor questiona-se acerca de um possível boicote à Microsoft e se isso terá algum efeito. Eu acho que não era má ideia. Já chega destas coisas, não concordam? Vocês têm a faca e o queijo na mão, só vos resta usá-los.

via Infoworld.com

Nota: a imagem original é da autoria de Travis Gray, que a disponibilizou sob uma licença Creative Commons 2.0.
publicado por brunomiguel às 15:56 | link do post | comentar

Efemérides de uma dor de cabeça

Em vez de publicar uns quantos posts, vou fazer um resumo das pequenas curiosidades que vi durante a madrugada, por causa de uma puta de uma dor de cabeça que não me deixava dormir.

ron english
Ron English, um artista pop nova-iorquino famoso pela sua "arte alternativa" - há quem chame a isto vandalismo, mas não me parece que seja - usou um billboard (não sei o nome disto em português. se souberem, digam qual é nos comentários. eu agradeço) da campanha de John McCain para mostrar o seu humor invulgar, como podem ver na imagem. Mas há mais.

Katja Schweiker e Thomas Frenzel criaram uma visualização musical chamada Blackbird, onde o digital e o analógico são misturados. É bastante porreiro, o vídeo.

AntiVJ, um colectivo de artistas europeus, desenvolveu um projecto onde utilizam a projecção de luzes para alterar a nossa percepção da realidade. O freshcreations.com tem uns vídeos absolutamente fabulosos deste projecto.

via Boingboing.net e freshcreations.com
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publicado por brunomiguel às 02:28 | link do post | comentar

Parece, mas não

Estive agora a ler os meus últimos posts e noto que eles podem transmitir a ideia de alguma afiliação política ou algo desse género. Por isso, quero dizer que a única conotação política que eles têm é não terem conotação política.
Eu já fui afiliado com um partido: o PSD. Não por defender as ideias do partido ou por simpatizar com ele, mas porque quis dar uma ajuda a alguém por quem tive um carinho especial. Assim que já não foi preciso, cancelei a coisa e já não sou uma laranja com corante azul: sou apenas um idealista que acredita que podemos ter uma ditadura melhor. (no fundo, impor algo aos outros, mesmo que consideremos isso bom, não será uma forma de ditadura?)
publicado por brunomiguel às 02:09 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 28.04.08

Olhar para o passado e o boicote como arma

imagemA Paula Simões publicou um artigo no seu blog pessoal onde fala dos grupos de pessoas que se estão a marimbar para o que não aconteceu “no seu tempo” e os critica. Não posso deixar de lhe dar razão, porque é verdade que, quando esquecemos o passado ou não o queremos conhecer, voltamos a cometer os erros das gerações anteriores.
Hoje, vi no Linuxjournal.com um artigo chamado “Should We Boycott Microsoft? Can We?”, onde o autor fala da nova táctica da Microsoft para tentar acabar com o movimento open-source e se questiona se o segundo deve boicotar o primeiro e se isso terá algum efeito. Num dos comentários deste artigo, um indiano fala de um episódio do país dele – ou dos pais dele -, em que Ghandhi pediu ao povo indiano para boicotar todos os produtos estrangeiros. Ao que parece, foi algo que teve muito sucesso.
Isto só para dizer duas coisas. Primeiro: quando não queremos saber do passado, ficamos com o futuro em risco e estamos a criar condições para a história se repetir – e isso nem sempre é bom. Segundo: nós, povo, comunidade, é que mandamos e o nosso querer é poder.

Nota: a imagem deste post é da autoria de dizid, que a disponibilizou sob uma licença Creative Commons 2.0.
publicado por brunomiguel às 20:36 | link do post | comentar

Ninguém pensa nas empresinhas?

Em vez de se preocupar com os direitos humanos e com as ocupações ilegais de países que levou a cabo, a administração Bush parece estar mais preocupada em proteger as empresas dos "piratas" de países como a China, Rússia e Venezuela, que andam para aí copiar software e filmes, causando enormes prejuízos a estas empresas.
Isto é demasiado triste para me fazer rir - muito, porque ainda me consegui rir um pouco com a notícia. A economia americana vai de mal a pior, os cidadãos dos países ocupados pelos Estados Unidos estão a gozar uma "liberdade" que eles dispensavam, e a administração Bush está mais preocupada em manter os lucros das empresas americanas.
Apesar do interesse dos cidadãos ser primário e ter que estar sempre em primeiro lugar, as empresas também devem ser protegidas. Mas acho que há assuntos de maior importância, que deviam ser resolvidos primeiros. Ou eles só se importam com as "big enterprises" e tudo o resto é secundário e terciário?

Fonte: guardian.co.uk, via stallman.org
publicado por brunomiguel às 14:46 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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