30/04/2008

Um post anormal para um dia anormal


Hoje, por motivos de força maior, só pude jantar às 23h. Isto são três horas mais tarde que a hora habitual: 20h, a mesma hora dos telejornais dos canais generalistas de sinal aberto. Por isso tive que gramar com uma novela da SIC - felizmente os meus pais não vêm a TVI - enquanto jantava um delicioso arroz de cabidela cheio de sangue de galinha, como qualquer satânico que se preze gosta.
Enquanto gramei com uns 15 minutos de novela, voltei a reparar que elas continuam na mesma: desprovidas de acção; paradas; os actores falam à vez e nunca se atropelam; a acção é esticada para durar o máximo de tempo possível; são uma seca do caraças! E continuo sem perceber como raio os meus pais conseguem gostar delas. A sério que não percebo - e eu até tenho uma imaginação fértil.
Por causa da morte em forma de entretenimento (leia-se: novelas), ia perdendo a série que estreou hoje na RTP2: Chuck. Bem, acabei por perder parte do primeiro episódio, mas ainda consegui acabar o jantar e café a tempo de ver perto de metade do episódio. E ainda bem que consegui ver, porque curti milhões o pouco que vi - principalmente a sexy agente secreta loura que aparece aos tiros (é muito excitante ver uma loura com a arma na mão, algo que o Ronaldo não pode dizer, já que lhe saiu dois louros com arma de origem).
Agora que acabou o episódio inaugural do Chuck, estou a escrever este texto, enquanto ouço o álbum Children of Possibility, do trio One Self; isto enquanto descarrego mais de 100MB de updates da branch Testing do Debian. Isto é que é multi-tasking, caramba.
Olha, acho que vou criar um blog com dias sobre a realização de múltiplas tarefas em simultâneo, já que eu domino isto, e vou chamar-lhe Lifeácaro ou Como Fazer Cenas e Ainda Ter Tempo Para Realizar As Suas Tarefas (CFCATTPRAST). Este será, como é óbvio, um blog “árvore de natal”, cheio de publicidade a piscar a cada 100 pixeis, porque o dinheiro só cai do céu quando alguém o atira ao ar.


Boa samaritana


Hoje em dia, é muito raro ver alguém a querer ajudar o próximo. Por isso, quando acontece, é digno de menção e louvor; acho até que é merecedor de estátua.
Vejam esta jovem, de nick Kalizita, que publicou um post no fórum do Webtuga onde se oferece para ajudar os pobres estudantes universitários, que, coitadinhos, nunca têm tempo para nada.
faço qq tipo de trabalhos, preço a combinar, responder para xxxxxx@xxtmail.com. preferencia para trabalhos q envolvam competencias em ingles ou portugues, paga se gostar do trabalho ou nao.
Devia haver mais pessoas como esta Kalizita. Ela faz-nos ver como somos todos uma cambada de egoistas que nunca ajudamos quem precisa. Deviamos todos aprender com ela. "Vivá" Kalizita!


Marcos Marado sobre DRM no Webtuga


O Marcos Marado, uma das quatro pessoas que desafiei a escreverem um guest-post no Webtuga, já me enviou o texto e eu já o publiquei, com a devida menção ao autor.
O artigo do Marcos é sobre DRM e os malefícios que ele (o DRM) apresenta para os consumidores. O texto é simples e explica bem quais estes malefícios e porque não devem queimar dinheiro com produtos que contenham sistemas DRM.
Vão até ao Webtuga e leiam o artigo, o primeiro de, espero, muitos guest-posts.


DebianDayPT: festeja o 15º aniversário do Debian


O Pedro Ribeiro, um dos bloggers agregados pelo PlanetGeek, está a organizar um evento para comemorar o décimo quinto aniversário do projecto Debian: DebianDayPT. O objectivo do DebianDayPT é promover o Debian GNU/Linux e o GNU/Linux em geral e comemorar o aniversário deste projecto.
Este evento decorrerá no dia 16 de Agosto, em Aveiro e conterá com diversas apresentações e workshops. O local exacto dentro de Aveiro ainda não está definido, por isso mantenham-se atentos ao blog do Pedro Ribeiro e/ou ao debianpt.org.


29/04/2008

A minha protecção de ecrã quase nerd


screensaver nerd phosphor xscreensaver
Esta protecção de ecrã faz parte do xscreensaver, chama-se phosphore e está a correr o comando netstat, se não me engano.


Microsoft: a arte de espiar e fornecer dos dados recolhidos a terceiros


espiarQuem gosta e dá valor à privacidade? Vocês não sei, mas eu adoro da minha privacidade e dou-lhe muito valor. Essa é uma das razões para não usar software da Microsoft: detesto ser espiado e reajo muito mal a isso, mesmo quando é o meu irmão a tentar micar qualquer coisa.
Imaginem que instalam uma aplicação da Microsoft e que ela envia informações para a nave mãe. Não é difícil imaginar: só têm que utilizar o Windows Vista e vão estar nessa situação. Mas este não é o único produto desta empresa que pensa que é um James Bond. O Malicious Software Removal, uma ferramenta da Microsoft para remover malware dos computadores com Windows, é outro destes produtos 007. Para além da remoção de algumas maleitas digitais, esta ferramenta recolhe informações sobre o vosso computador, que agora serão usadas pela Microsoft para uma suposta aplicação que visa atacar as botnets e que permitirá às forças de segurança ter uma ideia dos dados dos utilizadores da Microsoft - ou seja, permitirá às forças policiais ter acesso aos dados recolhidos do vosso computador pelo Malicious Software Removal.
Mesmo que esta aplicação recolha apenas dados sobre malware, algo que não iremos saber, uma vez que o código não é disponibilizado, não dá o direito à Microsoft de vos espiar, nem que seja para alegadamente combater as botnets. Só que, ao instalarem essa aplicação, o mais certo é estarem a dar autorização à Microsoft para fazer isso, porque quase de certeza isso é contemplado no EULA (End User License Agreement).
Num dos posts anteriores eu mencionei, de forma rápida, um artigo publicado no Linuxjournal.com. Neste artigo, o autor questiona-se acerca de um possível boicote à Microsoft e se isso terá algum efeito. Eu acho que não era má ideia. Já chega destas coisas, não concordam? Vocês têm a faca e o queijo na mão, só vos resta usá-los.

via Infoworld.com

Nota: a imagem original é da autoria de Travis Gray, que a disponibilizou sob uma licença Creative Commons 2.0.


Efemérides de uma dor de cabeça


Em vez de publicar uns quantos posts, vou fazer um resumo das pequenas curiosidades que vi durante a madrugada, por causa de uma puta de uma dor de cabeça que não me deixava dormir.

ron english
Ron English, um artista pop nova-iorquino famoso pela sua "arte alternativa" - há quem chame a isto vandalismo, mas não me parece que seja - usou um billboard (não sei o nome disto em português. se souberem, digam qual é nos comentários. eu agradeço) da campanha de John McCain para mostrar o seu humor invulgar, como podem ver na imagem. Mas há mais.

Katja Schweiker e Thomas Frenzel criaram uma visualização musical chamada Blackbird, onde o digital e o analógico são misturados. É bastante porreiro, o vídeo.

AntiVJ, um colectivo de artistas europeus, desenvolveu um projecto onde utilizam a projecção de luzes para alterar a nossa percepção da realidade. O freshcreations.com tem uns vídeos absolutamente fabulosos deste projecto.

via Boingboing.net e freshcreations.com


Parece, mas não


Estive agora a ler os meus últimos posts e noto que eles podem transmitir a ideia de alguma afiliação política ou algo desse género. Por isso, quero dizer que a única conotação política que eles têm é não terem conotação política.
Eu já fui afiliado com um partido: o PSD. Não por defender as ideias do partido ou por simpatizar com ele, mas porque quis dar uma ajuda a alguém por quem tive um carinho especial. Assim que já não foi preciso, cancelei a coisa e já não sou uma laranja com corante azul: sou apenas um idealista que acredita que podemos ter uma ditadura melhor. (no fundo, impor algo aos outros, mesmo que consideremos isso bom, não será uma forma de ditadura?)


28/04/2008

Olhar para o passado e o boicote como arma


imagemA Paula Simões publicou um artigo no seu blog pessoal onde fala dos grupos de pessoas que se estão a marimbar para o que não aconteceu “no seu tempo” e os critica. Não posso deixar de lhe dar razão, porque é verdade que, quando esquecemos o passado ou não o queremos conhecer, voltamos a cometer os erros das gerações anteriores.
Hoje, vi no Linuxjournal.com um artigo chamado “Should We Boycott Microsoft? Can We?”, onde o autor fala da nova táctica da Microsoft para tentar acabar com o movimento open-source e se questiona se o segundo deve boicotar o primeiro e se isso terá algum efeito. Num dos comentários deste artigo, um indiano fala de um episódio do país dele – ou dos pais dele -, em que Ghandhi pediu ao povo indiano para boicotar todos os produtos estrangeiros. Ao que parece, foi algo que teve muito sucesso.
Isto só para dizer duas coisas. Primeiro: quando não queremos saber do passado, ficamos com o futuro em risco e estamos a criar condições para a história se repetir – e isso nem sempre é bom. Segundo: nós, povo, comunidade, é que mandamos e o nosso querer é poder.

Nota: a imagem deste post é da autoria de dizid, que a disponibilizou sob uma licença Creative Commons 2.0.


Ninguém pensa nas empresinhas?


Em vez de se preocupar com os direitos humanos e com as ocupações ilegais de países que levou a cabo, a administração Bush parece estar mais preocupada em proteger as empresas dos "piratas" de países como a China, Rússia e Venezuela, que andam para aí copiar software e filmes, causando enormes prejuízos a estas empresas.
Isto é demasiado triste para me fazer rir - muito, porque ainda me consegui rir um pouco com a notícia. A economia americana vai de mal a pior, os cidadãos dos países ocupados pelos Estados Unidos estão a gozar uma "liberdade" que eles dispensavam, e a administração Bush está mais preocupada em manter os lucros das empresas americanas.
Apesar do interesse dos cidadãos ser primário e ter que estar sempre em primeiro lugar, as empresas também devem ser protegidas. Mas acho que há assuntos de maior importância, que deviam ser resolvidos primeiros. Ou eles só se importam com as "big enterprises" e tudo o resto é secundário e terciário?

Fonte: guardian.co.uk, via stallman.org


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