Domingo, 30.09.07

Software Livre no "Futuro Hoje" e as ideias erradas passadas

O Sr Lourenço Medeiros, Editor das Novas Tecnologias da SIC, não para de me surpreender pela negativa, até quando fala de software livre. Mas fica a nota positiva para o "Futuro Hoje", por mencionar o software livre e mostrar alternativas à pirataria.

Estava eu descansado da vida a beber o meu café - ritual obrigatório no final do almoço e do jantar -, quando reparo que estava a dar o "Futuro Hoje" no Jornal da Noite da SIC. Para meu espanto, o assunto era o software livre e as alternativas à pirataria. "Porreiro!", pensei eu. Mas o Sr Lourenço Medeiros, mais uma vez, diz coisas que me fazem cair o queixo. Com que então o software livre dá trabalho a manter, Sr. Lourenço Medeiros?! Já experimentou fazer o download do Linux Mint e instalá-lo? É uma trabalheira enorme instalar uma distribuição com um instalador gráfico simples e, depois de instalado o Mint, abrir um vídeo comprimido com DivX e ele dar, sem haver necessidade de andar à procura de codecs, não é?!

Dou-lhe os parabéns por, finalmente, falar do software livre. Mas não posso deixar de ficar desagradado com duas ideias erradas que passou sobre ele. A dificuldade de trabalhar com determinado software, livre ou proprietário, está inerente aos conhecimentos do utilizador que o usa. Por exemplo, o Microsoft Exchange é uma enorme dor de cabeça para um utilizador comum, mas um utilizador com muita experiência neste software acha-o relativamente acessível. E o software livre não é uma alternativa à pirataria ou ao software proprietário. Essa ideia deixa passar a imagem de que o software livre é de segunda categoria, mas a realidade não é essa. Talvez no próximo "Futuro Hoje" possa corrigir as ideias erradas que passou e voltar a falar de software livre.
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publicado por brunomiguel às 21:12 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sábado, 29.09.07

O Google Reader está cada vez mais lento

O Google Reader é lento como o raio. As feeds demoram muito a actualizar; às vezes chegam a demorar mais de duas horas. Eu sei que não é novidade para ninguém que o leitor de feeds do Google é um pouco lento, mas isto é demais, caramba!

Ainda hoje visitei o blog do Paulo Querido (quem diria que eu o tenho subscrito) e vi que ele tinha dois novos posts, mas estes só me apareceram no Google Reader quase duas horas depois. O mesmo se passou com o 31 da Armada, que subscrevi hoje. Depois de o ter subscrito, apareceram 10 posts não lidos, mas não estavam lá os dois últimos, que demoraram quase uma hora a aparecer.

Estou desiludido com o Google Reader, até porque já não é a primeira vez que isto acontece. Até foi por causa disto que eu, durante quase três meses, usei o Liferea. O Liferea é um leitor porreiro, mas é pesado, principalmente quando se têm muitas feeds subscritas – eu tenho quase 160 e a lista continua a crescer. Já experimentei o RssOwl, mas também o achei pesado. Até cheguei a experimentar o leitor de feeds do GNOME, mas esse é muito fraquinho.

Eu não estou à procura de um leitor para desktop, estou à procura de um online. O Bloglines até é engraçado, mas não me convence. O Rojo e o News Gator são a mesma coisa, também são engraçados, mas não me convencem – principalmente o segundo, com os seus tamanhos da letra muito pequenos para se poderem ler sem que a cara esteja encostada ao monitor. Por isso aceito sugestões de leitores online de feeds e até aceito sugestões de leitores de desktop, para GNU/Linux, que sejam mesmo bons.
publicado por brunomiguel às 21:37 | link do post | comentar | ver comentários (4)

De volta às manipulações fotográficas

Apareceu hoje, nas minhas feeds, um tutorial para Photoshop, que explica como se criam aqueles efeitos de luz abstractos que dão a sensação de uma explosão solar ou algo desse género. Uma vez que eu já não faço nada deste género há muito tempo, arregacei as mangas e meti-me ao "trabalho".

A primeira coisa que fiz foi abrir o GIMP 2.4 RC3, uma vez que não há binário nativo do Photoshop para GNU/Linux. O GIMP não fica nada atrás do Photoshop, por isso é muito fácil recriar os passos do tutorial, por sinal muito bem explicado, neste programa livre. Quando estava quase no último passo, apeteceu-me ir um pouco para o freestyle e o resultado está no final do tópico.

O resultado não está nada de extraordinário, mas saiu melhor do que eu pensava. Foi bom voltar a fazer uma manipulação e talvez o repita muito em breve.

manip
publicado por brunomiguel às 01:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 28.09.07

Hello Kitty como nunca a viram

hello kitty

Hello Kitty a peso de ouro, literalmente. A empresa japonesa Sanrio planeia iniciar a comercialização online de um baralho de cartas da Hello Kitty feitas com ouro. Cada carta terá 99.99% de ouro, medirá 58x89 milímetros e pesará apenas 0.73 gramas. O preço do baralho completo deverá rondar os €3 472.

Se tiverem aí umas poupanças e as quiserem desperdiçar em algo perfeitamente inútil, visitem o site da Sanrio e encomendem um baralho destes para jogar sueca. Se sobrar algum dinheiro da compra, gastem o restante em aperitivos e cerveja, elementos essenciais de um jogo de sueca que se preze.

{Fonte: Pink Tentacle}
publicado por brunomiguel às 20:55 | link do post | comentar

“Nada se compara ao nosso bacalhau”

Eu sei que este título é capaz de despertar pensamentos pecaminosos nas vossas mentes, seus malandrecos. Mas antes de começarem a pensar nas belas moças da Playboy ou na vossa colega sexy, lá do trabalho, leiam o texto até ao fim – isto é só para vos obrigar a ler, mas não digam nada a ninguém

O meu pai adora música pimba, mas não é toda, e felizmente também ouve música. Mesmo num estilo musical muito pobre e tão mal feito, ele é selectivo no que ouve. Menos quando anda a fazer alguma coisa e tem o rádio ligado; aí, ele ouve o que dá porque não tem tempo para desligar a grafonola ou mudar de estação.

Bem, como nós estamos com obras em casa, tive que o ir ajudar a arrumar umas telhas. Isso veio mesmo em má altura, porque tinha acabado de tomar banho. Mas lá fui eu, sem grande vontade de me sujar novamente ou de perder o cheiro a champô e gel de banho. Quando chego ao pé dele, reparo que o rádio estava a tocar uma música com a seguinte letra: “Nada se compara ao nosso bacalhau”. Esta letra cheia de brilhantismo chamou-me a atenção, e a voz menos boa da moça que a cantava também.

A primeira coisa que pensei foi que a música seria uma mistura do belo original do (agora já nada) pequeno Saul: O Bacalhau quer alho. Mas como a música – pelo menos aquele bocado que ouvi – não falava em alho, essa ideia caiu por terra logo ali. Depois pensei que talvez fosse uma música para picar os noruegueses, que têm mais bacalhau que os portugueses têm dívidas; talvez seja, mas tenho algumas reservas. Mas a hipótese que me parece mais forte é que a música é, pura e simplesmente, pimba ao mais alto (ou será baixo?!) nível. O bacalhau de que a moça tanto falava deve ser o cheio que sai do órgão sexual da mulher, quando este não é lavado durante uns dias. E isto, caros leitores e leitoras, é nojento. Já imaginaram, num filme para maiores de 18, a “actriz” começar a “representar e o “actor”, de repente, começar a sentir o cheiro a “bacalhau”? Nem um quilo de afrodisíacos e uns quantos comprimidos lhe valiam.

A música pimba perdeu-se, algures. Ainda me lembro do tempo em que era diferente, com letras que não falavam do bacalhau ou do chupar no dedo. A música pimba, antes de ser pimba, já foi romântica. É verdade, quem diria. Mas os tempos mudam e a música também.

Meus amigos, isto foi um post completamente desnecessário e absurdo. Se concordam comigo, enviem um sms com a palavra “bacalhau”, para o número 548405105410561210899046408940. Se não concordam, enviem um sms com a palavra “tremoço”, para o número 701205060845018041226548743131. Cada sms custa €30.
publicado por brunomiguel às 19:05 | link do post | comentar | ver comentários (6)

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